Reflexões, interpretações, retratos e impressões de moi même, agora que inicio aquela que é a Terceira parte da minha vida... Para aqueles que ambicionam resistir ao esquecimento e ao peso inexorável do Oceano Atlântico...
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Name: psilipe From: Angra do Heroísmo, Açores, Portugal About me:
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Segunda-feira, Setembro 01, 2008,2:34 AM
Geometrias Variáveis
Mudei-me para aqui: www.geometriasvariaveis.blogspot.com... A primeira boa notícia é que fui o primeiro a ter esta ideia de nome para um blog, o que, ao facilitar o procedimento inerente à sua criação, só poderá ser um bom prenúncio para o processo criativo e quotidiano que lhe dará vigor... É que o TerceiraParte era para ser TerceiraIdade, TerceiraVaga e por aí adiante...
Sempre detestei projectos de ideias... Sempre detestei coisas que podiam ser algo que, no fundo, nunca são... Cada vez mais detesto coisas que parecem ser uma coisa, que tacitamente são dadas como adquiridas e insofismáveis mas que, no fundo, não passam de mediocridade disfarçada... Posto isto, serve este post para colocar um ponto final neste blog... Até porque, apesar de a minha parte na Terceira estar para continuar (e ainda bem…), a minha Terceiraparte há muito acabou (e ainda bem…), o que atesta um claro crescimento objectivo e subjectivo deste vosso escriba… Assim sendo, e enquanto não me surgir um projecto de ideias reais, que não meramente tácito e aparente, manter-me-ei, em nome próprio, afastado destas lides blogueiras que tanto prezo… E, como que parafraseando um dos meus ídolos, o que vier a seguir será a última parte do resto da minha vida… E quem quiser está convidado para ela… e para todas as partes que essa parte implicará. Beijos e abraços terceirenses (para quem os quiser agarrar).
Mas porque raio é que a Medicina Veterinária não é uma ciência exacta?! (II)
Diálogo II (início de Novembro) Filipe e Célia – Senhor veterinário, quando tempo dura o cio das gatas? É que a Siena está com o cio e nós não dormimos uma noite seguida há mais de uma semana… Senhor Veterinário – Sabem… Como é o primeiro cio poderá ser uma, duas ou três semanas… Filipe – E não há nada que lhe possa atenuar o cio e torná-la mais calma?... É que é um bocado incomodativo… Senhor Veterinário – Há… Filipe e Célia – O que é?... Senhor Veterinário – Arranjarem-lhe um gato… Filipe (em pensamento) – E se fosses para o c…
Mas porque raio é que a Medicina Veterinária não é uma ciência exacta?!... (I)
Primeiro diálogo (finais de Setembro) Filipe e Célia – Então, senhor veterinário, quando é que convém marcar a castração da Siena? Senhor Veterinário – Aantes do primeiro cio… Pelas minhas contas ela terá quatro meses… Por isso marca-se para o final de Novembro, início de Dezembro para ela não chegar a ter o cio… Filipe e Célia (em pensamento) – É quando tiver que ser, senhor veterinário… Desde que a gata não entre no cio…
Um destes dias apercebi-me que no meu plano de objectivos a curto prazo consta a vontade de continuar a fazer trabalho a mais e acumular responsabilidades e atribuições que não têm, necessariamente, de ser minhas, publicar não sei quantos artigos a curto prazo, preparar não sei quantas possíveis apresentações e comunicações, fazer uma pós-graduação para o ano, acompanhar mais casos clínicos no gabinete, manter encontros regulares com colegas para escalpelizar casos clínicos, começar a escrever algo de forma mais estruturada, conseguir ser tecnicamente perfeito na fotografia, conseguir jogar melhor nos jogos de basquete ao Sábado de manhã, não perder os jogos de squash que faço todas as semanas, deixar de sofrer golos ridículos quando jogo futebol, nunca mais voltar a ter o carro todo sujo, deixar de ter o blog muito tempo sem posts, preparar tudo para o casamento, conseguir ter a minha casa sempre toda organizada… querem que continue?... O problema é que eu conseguiria sem problema algum…
A eminência de uma crise conjugal, aliada à constatação da propriedade dos apelos reinvindicativos da Célia sobre a possibilidade de partilharmos a nossa casa com um felino, levou a que procurasse arranjar uma gata… Assim, de um parto com um bocadinho de dor da minha parte, tenho que admitir, nasceu a vivência da Siena na nossa casa...
Serei só eu que, de forma simultânea ao gesto diário de abertura da conta de correio electrónico, fico com a sensação que a Internet existe, em primeira instância, para espalhar a rica arte da pornografia por este mundo fora?...
Há uns anos havia um filme manhoso com este título, no qual um fulano, de forma inadvertida, aumentava o tamanho dos seus filhos, no decurso de uma experiência científica qualquer… Exceptuando, naturalmente, a estupidez de tal enredo, há uma certa semelhança com algumas coisas que tenho vindo a sentir ultimamente… Tal como os miúdos, há algumas coisas que me têm levado a assumir, comprovando a eficácia das minhas estratégias protectoras de evitamento, um papel diferente daquele que me caracterizava até há uns tempos atrás… Uma dessas coisas foi a mudança para a minha casa nova… Minha e da Célia, obviamente… Ou, mais correctamente, minha, da Célia e do banco, se tudo correr de feição durante os próximos quarenta anos… Mas, como diz um amigo de quem gosto muito, “deixa rolar”… Podes crer, Miguel… (As fotos vêm noutro dia... a net está muit lenta...)
Lê-se – retrato de um artista enquanto jovem, James Joyce; um ensaio sobre o (não)arrastão em Carcavelos, aqui há uns anos atrás; um livro da esquerdalhada sobre o 25 de Abril; em lista de espera, um livro chamado Prison Officer (como é fixe a minha vida…); O que eu sei de Soljienitsine, de Pierre Daix Ouve-se – Jeff Buckley; Primitive Reason (ressuscitei este disco…); Charlie Parker; Loyko (música russa cigana… espectacular); David Fonseca; WrayGunn; Vê-se – Mais do que aquilo que se vê, nesta fase interessa aquilo que não tenho visto… ou seja, televisão… até que TV Cabo se entenda com o empreiteiro… ai que saudades de ver a bola refastelado no sofá da sala…
No passado mês de Setembro, a Câmara Municipal de Odivelas achou por bem massajar-me o ego… Passo a explicar, há uns tempos concorri a um concurso de fotografia promovida por tal entidade, ao qual subjazia o tema “As alterações climáticas”. Enviei uma foto e, sinceramente, esqueci-me da coisa (o que também é sintomático, claramente…). Ao fim e ao cabo, fui premiado com um terceiro lugar, o que, tenho que admitir, me deu um gozo do caraças… Para além de, pela primeira vez, ter tido fotografias minhas expostas nalgum lado ao público em grande destaque… Fica a imagem premiada a qual intitulei, atendendo ao tema do concurso, “Educar é preciso… Viver (também) é preciso…”.
PS: cada vez mais me dá um gozo do caraças fotografar… o que pode ser perigoso a médio prazo… financeira e profissionalmente…
A falta de liquidez financeira levou a que eu e a patroa (copyright Guilherme Ferreira) tivéssemos ficado pelos Açores nas férias. Cinco dias de férias deram para girar por três ilhas (Faial, Pico e São Jorge) e para consolidar, ainda mais, a ideia da singularidade dos Açores, indo muito além do óbvio lugar comum que essa ideia, comummente, encerra. Realmente, os Açores são algo de excepcional e único que, ao intrigar e desafiar, apaixona… Mesmo com todos os “defeitos” da personalidade insular que se expressam no quotidiano, os contrastes entre ilhas, aos quais subjaz a mesma açorianidade (como agora de diz…), enriqueceram-me e fizeram-me sentir bem. Ponto alto, sem dúvida, foi a subida que fizemos ao Pico… Tão dura como inesquecível… Subimos quatro horas, pernoitámos na cratera do Pico, vimos uma chuva de estrelas no alto do Pico e o nascer do Sol no sítio mais alto de Portugal… Arrumar a tenda e a mochila e mais três horas e meia para baixo… Obviamente, os joelhos de qualquer um de nós pareciam os do Mantorras após um tratamento do departamento médico do Benfica… Ficam alguns pedaços da viagem… Topem a foto do nascer-do-sol no piquinho do Pico… É do c…
Num tempo marcado pelo frenesim nas instituições bancárias nacionais, torna-se obrigatório que aborde uma dívida… A dívida que o nosso País deve a José Barroso, esse grande português! Falo, obviamente, de José Barroso, futebolista, e não de José Manuel Barroso (formerly known as Durão)… José Barroso passeou classe (e um penteado fora-de-série) pelos relvados nacionais durante várias épocas, representando dois dos grandes clubes portugueses (Porto e Académica), sendo, ainda hoje, um dos mais valiosos equipamentos do armamento militar português, graças ao seu famigerado pé-canhão… A Terceiraparte vem por este meio reconhecer o carácter magnífico da vida e obra de José Barroso.
PS: os mais atentos repararam, concerteza, que não fiz qualquer referência ao mítico episódio em que Barroso, questionado em directo no Telejornal, justficou a sua ausência de um treino com o facto de sofrer de uma grande diarreia… Ou então, acabei de fazer exactamente isso…
Este blog está, oficialmente, em construção... Quando o artífice tiver mais tempo/quando mudar de casa e colocar net, dará uma volta a isto... E quando arranjar um template de jeito colocará-o também... Beijos, abraços e darei grandes novidades em breve!
Mes amis, no seguimento de algumas divagações retrospectivas sobre alguns momentos marcantes das Riquezas, em conjunto com o pessoal que estive em Coimbra, descobri dois vídeos deliciosos do mítico Acampamento Internacional das Riquezas (copyright Guilherme Ferreira), Sesimbra-2004... As Riquezas chegam ao Youtube... Bjs e abs
Sem mais delongas, mais um mito do futebol… Um dos poucos jogadores para quem o número mínimo de fintas a realizar em cada disputa era, aproximadamente, catorze e meia… José Dominguez, o homem que conjugava a habilidade circense de uma foca, a objectividade de Folha e o estilo pessoal de Roberto Leal, ou seja, a personificação da construção social do “jogador da bola”…
“IKEA 07-2007”… eis a inscrição que tatuarei, a breve trecho, no meu braço direito. Quem nunca teve a oportunidade de experimentar um cenário de guerra, quem nunca viveu a adrenalina de um campo de combate e possua uma grande curiosidade sobre tais cenários, deverá dirigir-se a Alfragide, perto de Lisboa, e passar um dia inteiro no IKEA… Guerra Colonial?... Vietname?... Tomatina?...Pff, coisas de meninos em comparação com a experiência (do campo de treino) da IKEA…
A frase proferida pela mãe da Célia: “Nunca tinha visto o Filipe suar tanto…” exprime a beleza e o carácter distintivo da tortura sueca “made in IKEA.”
Pela primeira vez na minha vida tive pena de não ter nascido em Lisboa e, consequentemente, não poder exercer o direito de voto na capital da metrópole… É que, se tal fosse possível, votaria, sem dúvida de qualquer espécie, no fadista marialva-monárquico-tratador-televisivo-de-animais Gonçalo da Câmara Pereira. Há muito tempo que não me ria tanto num debate político graças a tal digníssimo senhor, nome de proa da política nacional, na secção específica de assuntos ligados aos assuntos vadios, perdão, ao fado vadio. Nas palavras do próprio, “estas eleições são um féte-divére”.
PS: será que vou ser processado por Gonçalo da Câmara Pereira por ter escrito este post?... PS2: processado, se calhar não… Mas desafiado para um duelo, não me admiraria nada…
O Manuel Monteiro consegue ter o condão único de fazer, por comparação, parecer sério e credível o candidato do PNR à Câmara Municipal de Lisboa, José Pinto Coelho… O que, manifestamente, não é fácil.
PS: caro Sr. Coelho… sou branco, português e sei o hino todo de cor!... Obrigado pela atenção…
Todo o imbróglio gerado à volta do seu percurso académico perde toda a sustentação, após ouvir as declarações em língua inglesa de José Sócrates, após um encontro com Gordon Brown, novel Primeiro-Ministro do Reino Unido. Quem se expressa assim com aquela eloquência, com aquele “accent” tão “british”, só pode ter tido uma formação inexcedível em Inglês Técnico, comprovando que cada letra escrita no trabalho realizado foi fruto de um empenho e de um amplo estudo da língua de Shakespeare… Após tal acontecimento, Mário Soares veio a público exigir um Doutoramente Honoris Causa em Francês Técnico-Profissional. A Universidade Independente já prometeu enriquecer o seu currículo académico, numa próxima oportunidade.
PS: será que vou ser processado por Mário Soares por ter escrito este post?... PS2: será que José Sócrates lerá este post?...
Como continuo a ser o mesmo bronco que não consegue acertar o raio de uma data de anos das pessoas de quem gosto, aqui fica uma singela homenagem à Rita, Sandra, Diana e Diogo…
Lê-se: Retrato do Artista Enquanto Jovem, de James Joyce; Ninguém Escreve ao Coronel, de Gabriel Garcia Marquez Ouve-se: Mão Morta, Jeff Buckley, Frank Black, The Strokes e Coldfinger Vê-se: The Doors, de Oliver Stone; Obrigado por Fumar, de um gajo que eu agora não me lembro… mas recomendo, vivamente (Calado, vê este filme. Vais gostar de certeza!); CSI e Dr. House de forma compulsiva
Estou cansado. Estou saturado de escadas com degraus e patamares sucessivos, de etapas seguidas sem ascender a uma conclusão interior definida… da assimetria entre a facilidade de escorregar pelos seus degraus, e das tempestades de vento que facilitam tal processo, e o equipamento de escalada altamente profissional necessário para escalar o mísero degrau que vislumbramos, imediatamente acima, tão acessível como percepcionado como inalcançável. Mas porque caralho é que subir degraus é sempre uma benesse, uma sorte ou um acaso?! Porque é que as mutações inapeláveis da escada relativizam, sempre, a dimensão do que é conquistado?! Porque é que continua a ser tão estranho quando aquilo que somos e valemos contribui para tanta coisa?... Porque é que mesmo quando tudo corre bem a puta da escada aumenta da mesma maneira?... Porque é que só me consigo definir quando firo o corpo ao cair da escada e quando passo horas a admirar os hematomas?... Esquemas, esquemas, esquemas… calculo que sim.
Alguém me indica o nome de alguém que me possa tratar da dependência do fim-de-semana que estou a desenvolver... E não me venham com histórias que a dependência é só psicológica... Eu bem sei aquilo que o meu estômago e a minha cabeça me dizem, às segundas, pelas 8h00... E olhem que não são coisas bonitas, não são, não... Mas já foram...
Hoje apercebi-me que no rol das coisas em vias de extinção, gerado pela completa dissonância entre aquilo que é positivo, e aquilo que á intrínseco à natureza humana, se deverá acrescentar o conceito de herança, pelo menos para o comum dos mortais português... Passo a explicar, com o aumentar das taxas de juro, com o adensar das teias de dívidas em que os portugueses estão enredados, cada vez mais será necessário prolongar empréstimos ad eternum... Já estou a ver: "prolongue o seu empréstimo à habitação até aos 134 anos, e vá de férias já!" ou "junte todas as suas dívidas numa única prestação! Prazo extensível até aos 235 anos da sua vida!(e depois lido numa voz ultra-rápida) ou de qualquer familiar seu, com um mínimo de relação de sangue". Já estou a ver, num hospital, um idoso moribundo, sofrendo de doença terminal... O médico, numa altura em que a eutanásia é uma realidade, a ser impedido de concretizar a acção misrecicordiosa por uma prole furiosa... "Deixe o velho viver!... A reforma sempre dá para pagar um quarto da prestação ao banco que ele nos vai deixar!..."
Há dias, o mundo do futebol, que encerra em si mesmo caminhos e personagens insondáveis, conheceu mais um episódio "telenoveleiro"... A propósito de um pedido de rescisão de cinco miúdos das camadas jovens, por salário sem atraso há mais de um ano, o Boavista convocou uma conferência de imprensa, desmentindo tal facto e, mais, revelando que, anteriormente, e apesar de não saldarem as dívidas, já haviam ponderado rescindir com os jogadores, não o tendo feito por "carinho"... E, como se sabe, carinho foi coisa que sempre houve no Boavista... Basta pensar em Petit, Bóbó, Tavares, Nogueira ou em Valentim Loureiro...
Acabei de fazer uma OPA há pouco, sobre duas fatias de pizza e um copo de água... Pelo sim, pelo não, fui almoçando, enquanto esperava pela resposta da CMVM.
Andy Warhol, a dada altura da sua vida, prognosticou os míticos "15 minutos de fama", a que cada um teria direito no decurso da sua vida... Eu, como sou um gajo absolutamente extraordinário, tive direito a pr'aí três minutos e quatro segundos, num programa sobre fotografias.
Procuram-se sócios para implantação de uma negócio misto: Carpintaria e Casa de Meninas (uma Bordelaria, portanto)... Isso é que era vida... Isto da Psicologia...
Há dias percebi que uma foto minha foi seleccionada por um programa da RTP Açores, e irá passar no Sábado e no Domingo, no referido programa ("Um dia, uma foto")... O que é fixe e enche um bocadito o ego, tenho que admitir. Mas não deixa de ser engraçado como um dos primeiros pensamentos automáticos foi "deve ser outra pessoa com o mesmo nome, concerteza...". Rai's partam os esquemas...
PS: os mais atentos lembrar-se-ão de um post anterior em que era referido que a RTP Açores era uma televisão, mas em mau... Era a brincar, como á óbvio... A RTP Açores é a melhor televisão do mundo...
Há dias, em resposta a um comentário do Josuué, escrevi algo sobre os benefícios e malefícios da aculturação, enquanto fenómeno que, necessariamente, acontece quando nos "submergimos" num contexto sócio-cultural divergente do nosso. Os Açores, e a Terceira em particular, apesar de constituírem mais uma parte de Portugal, possuem realidades próprias e particulares, que, amplificadas pelas consequências típicas num território insular, levam a que se constituam hábitos, tradições e práticas próprias e, por definição, distintivas. A vivência do Carnaval, aqui na Terceira, é um desses exemplos, uma vez que constitui um território muito frutífero em termos de expressão popular e cultural, marcado pelo envolvimento de uma percentagem impressionante da população em actividades dramáticas, musicais ou, meramente, lúdicas. E até um alérgico ao Carnaval como eu teve que se aculturar ou, se calhar, de se flexibilizar um bocadinho, o que, na minha opinião, comprova que muito daquilo que acontece quando nos aculturamos, passa pelo desenvolvimento de alguma flexibilidade e pelo abdicar de alguns preconceitos, tão defensivos e protectores, como consolidados... Retratos do Carnaval de 2006 e 2007.
Há pessoas que, ao fim-de-semana, aproveitam o tempo para passear, para ir a festivais de música na capital da metrópole, para viajar, para ir ao cinema ou ao teatro... Eu, e a patroa, fomos, no Sábado, à Feira Agrícola da Ilha Terceira... E, sinceramente, garanto-vos que, em qualquer das outras possibilidades que referi, ninguém ouviu, como eu, a seguinte frase: "A vaca que ficou em primeiro lugar ganha uma dose de sémen do touro XPTO"... Há coisas que só acontecem aqui...
Quinze anos depois, a Alitalia, finalmente, deu-me razão... Afinal não sou só eu que acho/sempre achei a figura do Papa como assim...tipo... um bocadinho clandestina. Passo a explicar, na recente visita ao Brasil, as autoridades alfandegárias brasileiras descortinaram a presença de dois passageiros clandestinos, um dos quais de nacionalidade alemã, com a graça de Joseph Ratzinger, o que levou a que a Alitalia, companhia aérea, fosse multada pelas autoridades aueronáuticas.
Estás a ver, mãe? Como eu tinha razão quando não queria ir à catequese... E as palmadinhas no rabo quem é que mas vai tirar?...
Imaginem que são um candidato a uma Câmara Municipal deste país... Acrescentem um nevoeiro de corrupção, consubstanciado no facto de terem sido constituídos arguidos num processo de contornos obscuros... Imaginem que, na vossa equipa de vereadores, constam outros dois ex-autarcas, igualmente, arguidos no mesmo processo... Naturalmente a vossa imagem de seriedade e de idoneidade estaria colocada em causa e, consequentemente, teria se ser salvaguardada e defendida na campanha eleitoral... Agora imaginem que contratavam o Toy para se associar à campanha eleitoral, escrevendo a meias a letra para tal sucesso musical! Seria tão estúpido, não seria?!... Pois seria...
Um destes dias comprei a Visão que trazia uma promoção de assinaturas de revistas, que rezava assim: "Promoção válida para Portugal Continental. Para assinaturas fora do País contactar o serviço de assinaturas."...
Achei por bem partilhar esta pérola que descobri na Internet... Trata-se de um poem escrito pelo Presidente do Sindicato do Corpo da Guarda Prisional que, lá bem, bem, bem, no fundo, é um homem sensível e poético... A expressão "quantos são" é disso um bom exemplo, consituindo o culminar de toda a expressão metafórica do sentido da existência humana compactada em apenas oito versos...
Ser Guarda Prisional é ser audaz É ser mendigo e dar sem receber Poucos sabem do que um guarda é capaz Desempenha a função que tiver de ser
É trabalhar muitas vezes sob pressão Com medo de ser perseguido Quando vê o perigo, pergunta “Quantos são” Sem perder o valor e o sentido
Uma das coisas que mais me tem feito rir nos últimos tempo, com a história da casa, é reconstituir mentalmente as alturas em que tento passar, junto do pessoal da obra, um ar muito consciente e sabedor das "artes" da construção civil... O receio de ser tomado por miúdo e, consequentementem levado, tem originado umas situações dignas de um Oscar, meus amigos!... Hoje em dia sou o rei do azulejo e do rodapé!
Há dias, num programa de televisão, o José de Pina (que nem sempre tem muita graça...) definiu de uma forma genial o "novo" PP de Paulo Portas: "O PP de Paulo Potas parece um carro muito velho, tipo um Ford Capri, onde o dono colocou um autocolante na traseira a dizer «TURBO» e «GTI»."
Há dias o MDA escreveu um post genial sobre a generalização do conceito de "técnicas" e sublinhando o facto de, hoje em dia, existirem técnicas para tudo e mais alguma coisa... Hoje dei por mim a matutar num outro conceito muito em voga, o de "gestão" (que se generalizou à gestão de empresas, de recursos humanos/"Psicologia dos Vendidos"(:)),de mercado, de produto,...) e pensei como me dava jeito umas lições de "Técnicas de Gestão de Expectativas"... Davam-me um jeito do caraças no dia de hoje, isso vos garanto.
Alguém, por obséquio, pode explicar aos senhores do Boletim Meteorológico que a sequência de frases: “No País inteiro estará sol… já no Arquipélago dos Açores haverá chuva em todas as ilhas…” começa a chatear!... Bem sei que a cena da água contribui para a promoção desta ideia de de cisão nacional, mas…
O condenado esperava a hora da execução, quando chegou o padre: - Meu filho, vim trazer a palavra de Deus para você. - Perda de tempo, seu padre. Daqui a pouco vou falar com Ele pessoalmente. Algum recado?...
As minhas vivências recentes têm-me ensinado que quando começamos a perspectivar coisas e cenários utilizando, como referência, o metro quadrado há muita coisa que está diferente e que, de forma inexorável, não retrocederá mais…
Hoje é o dia mundial dos Bons Vizinhos… Ou seja, hoje os animais de estimação serão abatidos, as reuniões de condomínio deixarão de existir, os botões do volume das televisões e aparelhagens serão arrancados e queimados, as senhoras mais histriónicas não se envolverão em qualquer actividade de índole sexual…
Vê-se: Geração de Fast-Food, Diamante de Sangue. Lê-se: José Mário Branco – Canto da Inquietação, O Conde de Abranhos, de Eça de Queiroz, Melo Antunes: O Sonhador Pragmático, de Manuela Cruzeiro. Ouve-se: Jeff Buckley, Nick Drake, Kaizer Chiefs, Wray Gunn ou Yeah Yeah Yeahs
Ainda “pegando” (salvo seja…) na questão da rotura do escroto do jovem estudante de Medicina, ficam-me sinceras dúvidas sobre quais foram os factores de ponderação que determinaram a diferenciação das sanções atribuídas por essa excelsa e impoluta entidade, o Dux Veteranorum, que responde pelo sobrenome de Jesus… O que diferencia um castigo de dois anos sem poder praxar de uma sanção de um ano sem poder exercer semelhante actividade tão essencial e indispensável? Será mais grave para o Dux Jesus o corte do escroto ou corte de pêlos púbicos? Será que a pena mais grave corresponde à utilização de after-shave, nas zonas corporais em questão, atendendo ao reconhecido ardor que tal substância provoca nas zonas corporais recém-aparadas? E quem apenas foi repreendido? Será que utilizou uma Gillette Mach 3, daquelas que não causam irritação… Até aqui, a palavra só poderá ser de Jesus…
Serei só eu a achar patético que um jovem se queixe ao Dux Veteranorum da Universidade de Coimbra, após colegas mais velhos lhe terem provocado uma rotura no escroto e, posteriormente, não tenha os tomates para apresentar queixa dos agressores na Polícia?... E, vai daí, dependendo do tamanho do corte, até faz sentido…
“Aquele que pretendemos para o Iraque é uma paz relativa… ter sucesso no Iraque não significa acabar com a violência”… E quando parecia que não podia piorar, o porta-voz da Casa Branca, Tony Snow, acrescenta: “Em Washington também há muitos tiroteios e isso não nos impede trabalhar…” Se um diz mata. o outro diz esfola…
Mas alguém me explica a embirração de toda a gente, e gozo contínuo a que sou sujeito, pelo facto de utilizar as palavras “profícuo”, “concomitantemente” e “idiossincrasias”? Eu continuo sem perceber!
Dão-se alvíssaras a quem enviar para a Terceiraparte uma gravação do Eduardo Sá a proferir um som, seja ele qual for, num tom acima do sussurro… Mas parece-me complicado, caros amigos…
A Terceiraparte avisa os seus amigos e leitores do perigo de overdose, que se verifica todas as segundas-feiras, pelas 21h00… A periódica presença de Eduardo Sá no Jornal da Noite da SIC, que hoje constatei, eleva o risco de sobredosagem de lugares-comuns-e-metáforas-pseudo-fofas-ai-tão-meiguinho-que-ele-parece-é-mesmo-psicólogo-tal-senhor a níveis perigosíssimos para a saúde humana…
O meu Tratado de Tordesilhas (ou a provável e saudável inexistência)
Desde o início da Terceiraparte da minha vida que qualquer período prolongado no Continente, principalmente em Coimbra, é, inapelavelmente, marcado por uma confusão enorme de sensações, de raízes eminentemente antitéticas… Se é claro que sofro um ataque com armas de “gratificação” massiva, surge também uma invasão imperialista de saudade e perda, ou seja, existe uma tentativa interior de reorganização, de reconstrução de referências, de procura e valorização de bússolas antigas, mas uma consciência (cada vez mais) efectiva da existência de novos pontos cardeais orientadores, de novos rumos e de novos “road-books”, com um sotaque diferente… Nas últimas férias de Natal, após um jantar pleno de “velhos” magnetismos de alguns membros do Movimento Activo das Riquezas (exceptuando o grande Lois, cujo esforço de actualização internáutico não foi suficiente para ler a convocatória via Rikezas.blogspot…), e em conversa com os “pontos cardeais” Guilha e Sargento, saiu-me uma frase que me deixou a pensar… “Neste momento, por muito que me custe, existem dois mundos para mim… o de cá e o de lá… (é muito mar pelo meio, não é? – alguém disse) sim…”). Mal a disse, iniciou-se um processo de fermentação da mesma que se prolongou até há poucos dias… Será que é mesmo inevitável tal “Tratado de Tordesilhas interno”, dividindo(me) por dois mundos quase estanques ou será que essa possibilidade não passa de uma defesa organizadora e facilitadora de uma mais fácil, mas inexequível, arrumação de experiências e confusões, legitimando esquecimentos e perdas (efectivos e/ou temidos) quiçá inevitáveis, mas muito difíceis de gerir? Acho que cresci mais um pouco quando percebi que não tenho que ser uma espécie de D. João II, e que nunca existirão dois mundos… Existe/existirá sempre um mundo (interior) em que qualquer pessoa poderá migrar sideralmente para outro planeta qualquer, em que essa possibilidade existe, sem que seja necessário um qualquer álibi desculpabilizante e, na prática, protector, e que estas fronteiras quasi-esquizofrénica do “aí” (seja lá onde for) e do “cá” são apenas dois extremos de um só mundo, onde, felizmente, cabe muita gente e em que muita gente quer estar, seja em que localização for… Não deixa de ser, no entanto, paradoxal que esta “constatação geoestratégica” tenha emergido da vivência de experiências positivas (com um grande abraço para o Ricardo, Frazão e Xiquinho…), mas também da ultrapassagem de mágoas e porventura desilusões, mesmo que esperadas e residuais. É que, por paradoxal que pareça, constatar e conseguir lidar com o facto que algumas relações não sobrevivem à ausência do combustível da “rotina confortável” pode ser libertador, e não uma fonte de auto-questionamento e de dúvida estéril, ou seja, não havendo dois mundos, não havendo fronteira imaginária e, consequentemente, uma alfândega virtual, não há portagem, nem contas, mas sim uma espécie de Espaço Schengen para outros planetas, sem que isso seja necessariamente difícil de gerir e que justifique a emergência imediata de um qualquer álibi protector… mesmo que este seja uma desculpa de dois mil e tal quilómetros, tão grande, como tentadora...
Há uma semana e pouco fui ver o filme “Borat”, que chegou à Terceira com um atraso anormalmente curto (ok… mesmo assim sintam-se à vontade para gozar…). Já conhecia a personagem, parte integrante do programa de outra das criações de Sascha Baron Cohen o quasi-rapper-negro Ali G, e mantinha alguma curiosidade em relação ao filme, atendendo à propalada, e divulgada, caricatura da América conservadora, republicana e religiosamente intolerante que o filme abarcaria e ao carácter desconcertante da personagem em si. Depois de ver o filme, e de pensar sobre ele, fica-me, sinceramente, uma sensação de grande desencanto e a sensação de que a duração do filme deveria ter sido encurtada em pelos menos meia hora (o que num filme de noventa minutos não é lá muito bom sinal). “Borat”, na minha opinião, é um filme vazio de conteúdo em que a piada extremada é levada ao limite da paciência, sendo que a naturalidade e espontaneidade dos intervenientes deixa muito a desejar, ao contrário do que foi propalado de forma exasperante. Ou seja, aquilo que o filme poderia ter de interessante, o aproveitamento do carácter desconcertante da personagem como veículo para questionar e revelar a decadência da sociedade americana, é colocado ao serviço do riso fácil, instantâneo e, infelizmente, temporalmente limitado, não conseguindo, ou não querendo, ultrapassar o mérito que a personagem possuía nas breves aparições do programa televisivo. Resumindo as impressões que me ficaram do filme, atendendo a toda a promoção comercial realizada, e respeitando os direitos de autor da minha amiga Elsa, só me resta partilhar convosco uma frase lapidar:
"Sempre que ouço a palavra cultura puxo logo da pistola..."
Leu-se: 1984, de George Orwell (recomendo vivamente)
Lê-se: O Cemitério de Pianos de José Luís Peixoto, Os Cadernos Secretos de Sébastian de André Benjamin (claro…) e Medicina, Cultura e Psiquiatria de João Quartilho
Ouve-se: David Fonseca (um concerto genial em Angra que me fez esquecer o meu ódio visceral pelos Silence 4 e a consolidar a minha aversão a ódios e gostos gerados por condicionamento social…), The Gift, Tom Jobim, Rodrigo Leão e Pixies
Vê-se: “Borat”, “O Perfume” e “The Prestige - O Terceiro Passo”
Dado que é popularmente aceite que Portugal é, por excelência, um país de marinheiros, atendendo ao pergaminhos históricos no período áureo das Descobertas e à relação privilegiada com o mar, e pensando na forma como me desenrasco no curso de vela que estou a tirar, ando seriamente convencido que fui adoptado pelos meus pais, depois de importado da Suiça, ou de qualquer outro país que não possua costa marítima…
O Benfica sempre foi pródigo em nomes dignos de figurar na galeria dos Cromos da Bola do Terceiraparte, sendo que a “armada marroquina” formada pelo defesa esquerdo El-Hadrioui, o defesa-médio-catterpillar Tahar El-Khalej e o “matador farense” Hassan Nader constitui um trio de cromos de valor inestimável… O primeiro, sobre quem o “filósofo da bola” Armando Petit, um dia, referiu, de uma forma enigmática “tem um pé esquerdo que parece uma mão”, foi mais um dos candidatos a ocupar a faixa lateral esquerda do Benfica (numa altura em que se encontrava ainda órfã do mítico bigode de Veloso, que foi deslocado para a esquerda na fase final da carreira), naturalmente sem sucesso (dado que, ao fim e ao cabo, o pé que parece uma mão parecia-se, afinal, com um cotovelo).
Tahar, o catterpillar humano, constituiu um dos casos de maior identificação com o vermelho benfiquista, o que ficava bem expresso na tonalidade dos cartões que, frequentemente, recebia em troca dos árbitros e no sangue que jorrava dos adversários.
Por fim, o matador farense Hassan, cuja pilosidade capilar só encontrava paralelo com a de Valdir ou do antigo defesa do Guimarães e Porto Matias, provou a tendência natural dos goleadores contratados pelo Benfica: tornarem-se defesas-centrais das equipas adversárias com eficácia…
Dois três zero, guarda chama já não tarda hão-de revirar a cama hão-de revistar a cela olhar, espiolhar, esquadrinhar verificar barra a barra, se a janela… Na prisão Na prisão poucos são os teus pertences mas ninguém sabe onde escondes o que de secreto penses Na prisão Na prisão o portão abre ao contrário e é na culpa que defrontas o maior adversário Na prisão Na prisão a lição serve p´ra vida nunca pouses onde sempre podes andar de fugida Na prisão Na prisão muitos são os preventivos só na sentença contarás ao certo os dias já perdidos Hoje é dia de visita rapariga pinta a boca e ata a fita Hoje é dia de visita meu rapaz põe a camisa bonita Sou p´ra ti, aqui me tens p´ra semana, vens, não vens? Vai tocar a campaínha e a tua mão ainda na minha e em surdina já te gritas: Porque há horas tão velozes e semanas infinitas ? Na prisão Na prisão um irmão é precioso pouco interessa que a lei justa veja nele um criminoso Na prisão Na prisão dentro do pão dois pacotes pode ser que ao consumi-los muitas raivas tu enxotes Na prisão Na prisão o pulmão respira à toa não se entende se morrer é quase nunca coisa boa Na prisão Na prisão O tesão é cofre-forte que ora solta a semente para a vida ou para a morte Hoje é dia de visita rapariga pinta a boca e ata a fita Hoje é dia de visita meu rapaz põe a camisa bonita S ou p´ra ti, aqui me tens p´ra semana, vens, não vens? Vai tocar a campaínha e a tua mão ainda na minha e em surdina já te gritas: Porque há horas tão velozes e semanas infinitas? Na prisão Na prisão O trovão não relampeja mas ao menos nessa espera Nunca abrigo se deseja Na prisão Na prisão a televisão nunca tem grades passa crimes e delitos que vão ser impunidades Na prisão Na prisão com razão se tenta a fuga mas quando avanças marcas passo impaciente tartaruga Na prisão Na prisão a escuridão nunca nos cega vemos túneis que se acendem quando neles se escorrega Hoje é dia de visita rapariga pinta a boca e ata a fita Hoje é dia de visita meu rapaz põe a camisa bonita Sou p´ra ti, aqui me tens p´ra semana, vens, não vens? Vai tocar a campaínha e a tua mão ainda na minha e em surdina já te gritas: Porque há horas tão velozes e semanas infinitas ? Na prisão Na prisão o portão abre p´ra fora e a liberdade é de repente o que ao longe te apavora
E da prisão da prisão tens na mão a tatuagem que perfura os caminhos em quadrado da viagem
Para quem estiver interessado vá a www.olhares.com/psilipe... tenho lá colocadas algumas fotos da Ilha Terceira e de São Miguel, as duas ilhas açorianas que conheço.
Há mais de um ano, na iminência da partida para a terra das vacas, e numa altura em que todos os receios e ansiedades daí resultantes borbulhavam dentro de mim, surgiu-me a ideia de criar este blog... a ideia do "terceiraparte" (cuja génese está numa divisão que muito primária que faço do meu quarteirão de anos de vida... pré-faculdade...faculdade...e Terceira...) surgiu por uma dupla razão, sendo que a segunda, apesar de facilmente identificácel, não é tão confessável como a primeira... ou seja, se é certo que, e quem me conhece sabe isso, sempre gostei de dar uns bitaites públicos (sendo que o mítico Claustro, multifacetado periódico da Faculdade, constitui um bom exemplo - apesar das censuras, não é André?...), também é certo que quando receamos ser esquecidos temos uma tendência para nos fazermos ver... uns usam o "tunning"...eu lembrei-me de um blog (sempre fica mais barato... e o meu sogro não acharia piada a um ailleron no carro dele, concerteza...). E, sinceramente, falando a la Cognitivo-Comportamental, Outubro de 2005 foi um período marcado por grandes activações esquemáticas particularmente disfuncionais (e, quase por definição, particularmente desadequadas)... Ao longo deste tempo fui escrevendo, brincando, enchendo chouriços quando me faltava a pachorra para escrever "a sério" (e sem implicar buscas de imagens no Google...) e, mesmo assim, dando lógica à terceiraparte, enquanto elemento paralelo à (minha) Terceira Parte... (tenho que ir para uma reunião, por isso vou resumir a coisa...) A ida a Coimbra no Natal fez-me pensar em muita coisa... a percepção de que, mesmo sem escrever nada de jeito, as pessoas/os amigos cá vêm (e exigem coisas novas...e notícias...e fotos...), o matar saudades (e, mesmo assim, algumas inseguranças...) de tanta gente e, até, a experiência de alguma mágoa em relação a outras, fez-me pensar muito, até crescer (mais um bocadinho...) e perceber que tem lógica vir aqui... e tem lógica esperar que os outros cá venham... assim nos desejos de fim-de-ano estava a vontade de manter "isto" a funcionar... o que vai acontecer... se não acontecer cobrem-me por favor... e não deixa de ser paradoxal que a vontade de não deixar o blog já só esteja ligada a um dos objectivos acima referidos... os "agradecimentos" às pessoas que "permitiram" tal redução virão em posts seguintes... beijos e abraços...
PS: a leitura do blog do Sargento deu o último empurrão à concretização deste meu "desejo de novo ano..." Obrigado, pá...
Sem grande tempo para grandes delongas, não queria deixar passar em claro o primeiro aniversário da minha Terceira Parte... Fez ontem um ano que o meu excelso pé tocou pela primeira vez solo terceirense...
Apesar da minha embirração (sustentada...) pelo jornalismo terceirense, aqui fica um extracto de um crónica publicada na revista de Domingo do Diário Insular, da autoria de um tal Reis Leite... exprime um bocadinho aquilo que pensei ao ver bastante televisão e muitos serviços noticiosos aquando da história do Flash Gordon... O tipo de escrita não é do meu agrado, mas a ideia subjacente ecoa em mim, e cada vez mais...
"Só se lembram de nós para as desgraças e mesmo quando elas não acontecem continuam a anunciar tremendas coisas como se tivessem pena de tudo ter normalizado. Passam-se meses em que os noticiários nacionais se limitam a falar dos Açores para anunciar a meteorologia em cada dia. Não há nada que interesse aos nossos compatriotas em relação às ilhas a não ser que sejamos sujeitos activos ou passivos de alguma coisa má..."
A propósito do mesmo assunto, e na mesma revista, Francisco Coelho refere, a propósito da dependência das televisões actuais em relação à espectularidade e sensacionalismo em prejuízo do rigor jornalístico, que "na devoradora concorrência televisiva, a não espectacularidade do desfecho parece ser uma desilusão...". tal facto ficou bem visível quando grande parte das imagens passadas, e em que os efeitos do furacão pareciam acontecer (e muito...) serem, na verdade, imagens de arquivo...
Realidade/facto ou construção de uma realidade/manipulação?...Notícia ou não-notícia?... Sou obrigado a colocar como hipótese os dois pólos... E esta, hein?...
Por definição, o desconhecido é algo que nos assusta e que, consequentemente, pode gerar fenómenos de ansiedade... Atendendo a tal pressuposto, e não conseguindo descentrar a atenção dos furacões que afectaram o meu burgo actual, achei por bem tentar identificar a Srª D. Helena e o Sr. Gordon, casal responsável pela agitação recente nos Açores e por um súbito interesse dos continentais pelo "meu" arquipélago em geral, e pela "minha" ilha em particular... Mas a questão colocou-se: como é que é possível descobrir a face e a aparência do referido casal?... No Google (aquela máquina, citando o slogan de um anúncio dos anos 90 a uma marca que agora não me consigo recordar qual era...)... Assim fiz! Inseri "Helena" e "Gordon" no Google Imagens e descobri-os, atendendo à primeira imagem apresentada pelo (já) mítico motor de busca... Os resultados são assustadores e, por um lado, fazem-me temer o poder da Helena e, por outro, comprovam a minha teoria de que o Gordon é um furacão...assim...tipo...gay?!...
Amigos, abaixo segue mais um acrescento para a vossa caderneta de cromos da bola da Terceiraparte... O mítico Russell Nigel Latapy, que constitui um dos meus ídolos futebolísticos de infância... Latapy chegou a Coimbra em 1990, constituindo-se ao longo de quatro anos como o jogador mais influente da equipa (acompanhado pelo seu compatriota Jeffrey Lewis, extraordinário extremo-esquerdo que passou, posteriormente pelo Felgueiras ou Boavista), o que lhe valeu uma transferência para o Porto... As lágrimas ainda brotam dos meus olhos quando penso nesse dia, no sentimento irracional de traição que senti em relação ao nativo de Trinidad e Tobago, ao visionar o noticiário na SIC em que constou a referida notícia... Mais recentemente, após uma boa carreira em Portugal e na Escócia, Latapy foi notícia pelo facto de ter representado a sua selecção no último Mundial, culminando a sua carreira com uma participação na mais importante competição do futebol mundial... Este homem era, pura e simplesmente, o maior a jogar à bola!... que jeito dava na minha Académica dos dias de hoje...
Dada a minha paixão pelo jornalismo regional deste meu/quase-meu novo burgo, aqui fica o lançamento de mais uma rubrica neste espaço, onde ficarão registadas algumas "pérolas" presentes nos jornais da Ilha Terceira (A União e o Diário Insular)...
Chafariz do Lameirinho vai jorrar cerveja a 15 de Agosto
Querir pedir, a quem se dignar a responder e/ou a quem souber, que me informasse sobre o que se faz quando um furacão se dirige a nós em alta velocidade... Um gajo esconde-se, foge, tira fotografias e vende-as para o 24 Horas ou, simplesmente, vai trabalhar às 9 horas como eu?... Agradeço sugestões!
PS: caso a intensidade da coisa seja proporcional ao meu nível de gozo actual... foi um gosto privar convosco...
Ouve-se: Jack Johnson, U2, Nick Cave and The Bad Seeds, Goldfrapp,...
Viu-se: A Casa do Lago, de Alejandro Agresti (mesmo para quem não gostava da Sandra Bullock...) e tudo o que veio à rede sobre o 11 de Setembro (ex.: Loose Change,...).
A Terceiraparte revela a versão "uncut" do anúncio da Netcabo protagonizado pelo jovem pastor de Soutelinho do Mesio... e que termina com a expressão "há coisas fantásticas, não há?", relacionada com a utilização recente e recorrente da Internet pelo jovem pastor... Aqui vai...
"Desde que apareci na televisão, e que descobri a internet, deixei de estar sempre com as minhas cabras... os animais descansam muito mais... eu enviei milhares de fotos... conheci centenas de pessoas... recebi e enviei muitos vídeos... escrevi em blogs... conheci alguns sites interessantes... desenvolvi quarenta e três tendinites em ambos os braços... e agora, com 17 anos, estou reformado por invalidez... e continuo a ser o único jovem da minha aldeia! Há coisas fantásticas, não há?!"
A censura impediu que esta versão fosse revelada...
Existe uma expressão que é utilizada amiúde (ora aí está uma palavra do meu agrado...) por essas ruas deste nosso Portugal, que diz qualquer coisa como: "não gozes...ainda hás-de ter um filho assim...". Esta expressão encerra um misto de ameaça velada e de indução de temor e culpa no outro e ganha outro significado face a qualquer foto ou representação deste senhor...
Vocês sabem onde é que há sacanas, sacanas mesmo grandes, daqueles que uma pessoa olha e só consegue balbuciar "ah sacana", sacanas puros sem misturas com outras raças, sacanas mesmo grandes, dum tamanho que vocês pensavam que só existiam lá longe, muito longe, que irritam pela sua sacanice duma maneira que nos causam borbulhas e furúnculos, SABEM?... SABEM?...
Já repararam que, independentemente de nem sempre parecer, há (mesmo) coisas "de valor" na nossa existência?... Abraços e beijos, especialmente, para o Xano, Tânia, Alex, Ana, Cátia, Rodolfo, Paula, Matilde e para o (grande) Hugo.
Hoje apetece-me quebrar o meu silêncio, que já dura há algum tempo... mas, hoje, apetece-me expressar, nem que seja só para eu próprio poder ler daqui a uns tempos, que vou passar um fim-de-semana descansado, que vou satisfeito para o mesmo e que é fixe quando o "mundo dos grandes" nos proporciona isso... mesmo sendo, muitas vezes, um "mundo-cão", nem sempre de raça... beijos e abraços...
O Màior declara a todos os interessados, nomeadamente àqueles que ainda não sabem desta boa-nova, que estará por terras de Coimbra e Vila Nova de Monsarros a partir de amanhã à noite... O que é muito fixe!...
PS: a malta que acompanha o presente pasquim informático já sabe que as ausências de posts/escrita regular tem um significado muito claro... que há alguma angústia e que há coisas que não andam pelo melhor. Mas tais relatos ficam para outros tempos e contextos...
Momentos da minha "cerimónia" de união-de-facto, protagonizados pelo velhinho (que no final vim a perceber ser o "Presidente da Junta...) que assegurava os serviços administrativos da Junta de Freguesia, naquele dia:
"Qual é o seu estado civil? É solteiro ou casado?... Sabe...somos os dois solteiros..."
"Portanto quer que eu diga que vive em regime de comunhão de facto com fulana tal, é isso?" (a Célia estava a um metro dele...)
"Então tenho que fazer duas declarações... uma a declarar que você vive em comunhão de facto com ela, e outra a dizer que ela vive em comunhão de facto consigo... É isso?..."
"Ora bem, diga-me a sua profissão... Sou psicólogo. Sim senhor (escreve pesicologo na declaração...)"
"(Célia) Quer que eu escreva a declaração?... (Presidente da Junta) Era melhor... escreva que depois eu assino...obrigado."
É verdade... desde o início desta semana estou, oficialmente, amigado com a Célia, de acordo com uma declaração passada pela Junta de Freguesia, necessária para o arrendamento jovem, assinada por um velhinho simpático que, estou completamente concencido, ainda hoje não sabe o que é uma "união-de-facto"...
Para os aficionados do futebol local dos anos 80/90, aqui fica uma amostra da moda "capilar" (retirada de www.cromos_da_bola.blogspot.com) vigente em tais décadas... Se acrescentasse o Richard Marx e o MacGyver completava o ramalhete capilar... Fantástico! PS: para quem se recordar de alguns craques emblemáticos do futebol tuga vale a pena consultar tal blog...
Pois é, meus amigos... recentemente, tal como alguns leitores mais atentos constataram, o aparecimento de posts por estes lados tem sido menos frequente ou, nalgumas semanas, inexistente... O que é certo é que eu venho ao blog todos os dias, mesmo que não escreva, para perceber se alguém apareceu, se alguém comentou, se alguém passou esta "ponte" que me liga ao "resto do meu mundo...". Partilho que estes interregnos, normalmente, advêm de muito trabalho ou de andar um bocado stressado (e quem me conhece sabe do que é que é que estou a falar). Às vezes, e tal como me dizia um colega de trabalho há uns dias, penso que, efectivamente, "está muita coisa a mudar ao mesmo tempo na minha vida"... ou seja, estou a trabalhar, já tenho uma casinha arrendada em conjunto com a Célia, estou a não sei quantos quilómetros daquilo que é meu... e isto tudo junto, não mata, mas mói... e bastante... assim estes últimos dias têm sido um misto de muito trabalho com algum stress (laboral e pessoal) à mistura... Resultado prático: evitamento a escrever no blog... Mas como eu me considero um terapeuta do caraças, vou fazer uma exposição a mim mesmo e escrever alguma coisinha e relatar o que por cá se passa... No trabalho as coisas estão um pouco indefinidas... é como me dizem (colegas, ex-professores...) "os projectos são assim" ou, nas palavras de outro colega, um dia-a-dia de "imponderáveis", o que, para um recém-licenciado como eu/como muitos de vós, se torna difícil, dado que insegurança, dúvidas e incertezas já as temos de sobra...eu pelo menos tenho, ainda para mais quando se trabalha numa realidade completamente diferente do Estágio... até porque penso que a transição estudante--> estagiário é muito menos descontínua que a transição estagiário--> técnico (ou como me dizem cá no Estabelecimento Prisional Senhor Psicólogo...). Assim, há dias que se tornam complicaditos e de difícil resolução interior, até porque as exigências quotidianas não se compadecem com isso... No entanto, há coisas muito fixes como por exemplo a forma como se tem dado a minha relação com os reclusos do Projecto . Está a ser uma boa experiência... (agradecia que não surgissem comentários/piadas relacionadas com sodomização...;)). Além disso tenho um ambiente de trabalho fantástico, o que também ajuda e muito. Por outro lado, arrendei uma casinha com a Célia... é muito fixe e muito, muito original (depois coloco fotos para vocês perceberem... é que contado ninguém acredita!). Estamos fixes, apesar da minha desarrumação lhe estar a causar quarenta e três úlceras nervosas por dia... Estamos à espera de saber se ela arranja colocação por cá... as perspectivas são razoáveis, mas é lixado não ter uma certeza... Além do Projecto continuo com as minhas consultas... estou a aprender a gostar, até porque aí lido muito melhor com as dúvidas que surgem, apesar de estar a seguir crianças e adolescentes, que, a priori, não são a minha população de eleição.
Ok... consegui superar o evitamento! Mais notícias e imagens aparecerão nos próximos tempos (próximos...eu prometo!)...
Mes amis, em princípio devo ir a Lisboa no dia 22 de Fevereiro, mas não devo conseguir ir a Coimbra... Se alguém estiver por lá diga qualquer coisa... SMS ou comentário, como vos der mais jeito.
O Povo ouviu a voz do Salvador (ou seja aminha...) e aderiu em massa ao movimento renovador da Igreja Católica, votando naquela que será a Santíssima Trindade da Terceiraparte e, naturalmente, do resto do mundo... Assim, e de acordo com o sufrágio realizado, a partir de hoje, dia 6 de Fevereiro de 2006, a expressão "Pai, Filho e Espírito Santo" deverá ser substituída por "Bonga, Eládio Clímaco e José Cid"... O mundo nunca mais será o mesmo, não acham?
PS: O empate para o terceiro lugar foi decidido a favor de José Cid... Seria pecado se fosse de outra maneira...
Pois é caros amigos... os amigos da Terceiraparte, na sua imensa sapiência, acertaram em cheio na sondagem presidencial proposta desde há uns tempos... efectivamente Mário Soares, candidato presidencial nas últimas eleições, não necessitava de qualquer tipo de reanimação, não porque o seu vigor físico seja imenso, mas porque, e tal como a sondagem indicou, já está, e irremediavelmente, morto... a votação obtida não deixa qualquer tipo de dúvidas em relação a esta questão!
Amigo aficionado, aqui vai mais um cromo para a tua caderneta de Cromos da Bola da Terceiraparte... Rashidi Yekini! Quem não se lembra deste portentoso avançado centro do Vitória de Setúbal? Da sua fluência futebolística? Da sua incomensurável beleza física (ok...foi um bocado maricas...)? Ah pois é!
Partindo do espírito religioso que nos invade, a todos e sem excepção, nesta quadra natalícia que passou, a Terceiraparte inicia uma auscultação pública à imensa mole humana que a visita, no sentido de descobrir a Santíssima Trindade da Terceiraparte... Fazemo-lo porque, muito sinceramente, aquela história do "Pai, Filho e Espírito Santo", convenhamos, está um bocado batida... Assim, torna-se imperioso que nós (sim amiguinho tu também deves participar...), através dos nossos votos na sondagem ao lado, encontremos uma nova Santíssima Trindade. As três personalidades/entidades mais votadas serão eleitas, ganhando um lugar indelével na História e nos nossos corações. A lista será, posteriormente, enviada para o Vaticano... E, naturalmente, fará história... E digo mais... Este poderá ser o primeiro blog a ser alvo de um processo de canonização... Sem nunca ser beato, importa referir...
(Concurso supervisionado pelo Governo Civil do Vaticano)
Há uns tempos um conhecido hipermercado das vossas praças (porque na Terceira só existe Modelo, carinhosamente denominado pelos nativos como "o Hiper") colocou, num anúncio de publicidade, doces velhinhas que apregoavam com um saudosismo muito português as suas mágoas em relação ao custo de um conjunto larguíssimo de produtos (desde um quilo de bifes a uma bicicleta de ginástica, que naturalmente constituía um produto muito disputado nos anos 40 no nosso país)... Um deste dias, seja por cedência à nostalgia, seja por receio de encarar o facto de eu próprio estar a crescer (e muito...) dei por mim a raciocinar de forma semelhante, tendo concluído, à semelhança das velhinhas, que há coisas que, efectivamente, são "do meu tempo" e que parecerão inverosímeis a um petiz (palavra tão gira, não?) de 11 ou 12 anos... Aqui ficam algumas destas notas nostálgicas:
Eu ainda sou do tempo em que:
- um cornetto custava 65 escudos; - um café custava 20 escudos; - um litro de gasolina me custava 145 escudos; - as combinações de saídas se faziam com dias de antecedência; - as pessoas que tinham telemóvel tinham vergonha de o usar em público; - as pessoas que tinham telemóvel não sabiam enviar SMS's; - chamava os meus amigos com um sonoro berro à varanda; - fazia chamadas a pagar no destinatário quando ia acampar (marcava-se o 120, se não estou em erro); - as pessoas iam acampar; - um walkman era uma riqueza; - um 286 era um computador bastante razoável; - carregar no TURBO do computador era essencial para conseguir uma velocidade decente; - ninguém comia hamburgueres; - um SEAT Marbella novo custava 750 contos; - havia vídeos Beta; - as pessoas compravam vídeos e aqueles aparelhos que só serviam para rebobinar cassetes; - as disquetes tinham um buraco no meio e mediam 25 centímetros de lado; - 1000 contos era, realmente, um dinheirão; - se usavam, com garbo, fatos-de-treino de tactel ou pele-de-pêssego; - os putos usavam sapatilhas três vezes maiores que eles; - uma bicicleta era um bem inestimável para qualquer criança; - o Duarte e o Tó, da série Duarte e Companhia, eram heróis da pequenada...
A sabedoria popular encerra em si um conjunto de ditados e frases que, justificadamente, são tidos pelo comum dos mortais como instruções a seguir ou como directrizes de vida... Assim, diz o povo que "uma pessoa habitua-se a tudo...", aludindo à necessidade/obrigatoriedade de o ser humano exponenciar a sua capacidade de adaptação, optando por uma progressiva normalização de tudo o que se passa na sua vida, no seu quotidiano... Mas, no entanto, há uma coisa que eu não me consigo habituar... não me consigo habituar às despedidas... e ainda bem (por muito que elas me custem...)!
Apesar da ausência musical do Coro de Santo Amaro de Oeiras ou do Toy no Natal dos Hospitais, aqui ficam os desejos da gerência deste pasquim informático, a Terceiraparte, de um Grande Natal e de um ano de 2006 profícuo e satisfatório... Para todos vós! Saudinha é o que é preciso...
Hoje a pergunta que me assalta é esta... O que se faz quando, tal como num puzzle, descobrimos que perdemos/se perdeu a última peça... aquela que faltava para o completar?... Desistimos ou seguimos, mesmo que a tal "peça" tenha que ser realizada/descoberta por outros?... Esta é a minha dúvida de hoje... E para a qual não arranjo solução...
Em colaboração com o Instituto Nacional de Estatística, a Terceiraparte revela alguns dos números que farão parte integrante da campanha eleitoral que se avizinha...
45 - número de pessoas que aparecerão na televisão repetindo a seguinte frase: "é só promessas...é só promessas...depois das eleições nunca mais se lembram de nós!..."
57 - número de senhoras (com buço) que dirão, a qualquer um dos candidatos, "gosto muito de si... é muito mais bonito que na televisão"
4- número de desfribilhadores que serão utilizados na campanha de Mário Soares
12- número de vezes que Jerónimo de Sousa dançará a "Maccarena" durante a campanha eleitoral
4 - número de garrafas de vinho que Jerónimo de Sousa consumirá antes de dançar a "Maccarena"
543575459 - número de vezes que se ouvirá a expressão "o importante é o bem dos portugueses" por parte de cada candidato
37- número de vezes que se ouvirá a mesma expressão durante o mandato do vencedor
0 - número de vezes que Cavaco Silva comerá bolo-rei em frente às câmaras
433 - número de piadas que os restantes candidatos dirão enquanto comem bolo-rei
7 - número de vezes que Mário Soares será agredido durante a campanha
434 - número de vezes que será dita a expressão, dirigida a um dos candidatos, "venha morar para minha casa durante uma semana e depois falamos... é só paleio... é só paleio"
527628349047 - número de vezes que Francisco Louçã dirá "a esquerda (moderna)"
24637 - número de vezes que os outros candidatos dirão que são de "uma geração diferente de Mário Soares"
Jerónimo Travolta ou Shakira de Sousa, eis a questão!
E o que eu gostava de ser comunista só para poder votar neste senhor... Clicai para sentir o verdadeiro Jerónimo Travolta ou, se preferirem, a Shakira de Sousa...
A Direcção Técnica do Centro de Sondagens da Terceiraparte, no seguimento da sondagem realizada sobre o local onde Mário Soares seria agredido durante a presente campanha eleitoral, vem apresentar a sua demissão... Efectivamente, o facto de o referido candidato presidencial não ter sido agredido em Ouadagoudou (tal como havíamos previsto...), mas sim em Barcelos, leva-nos a concluir que a margem de erro por nós prevista foi largamente ultrapassada... Alguém teria que assumir responsabilidades por tão clamoroso engano e, assim sendo, só nos resta a alterenativa de nos demitirmos em bloco! Muito obrigado pela atenção dispensada...
Ele há coisas... mesmo XPTO... há dias fui substituir um colega numa actividade numa escola com miúdos de 16/17 anos ao fim da qual assinei, pela primeira vez, um livro de ponto (daqueles que os professores usam)... mais estranho ainda é que os miúdos estiveram durante 90 minutos a tratar-me por "professor"... senti-me o Nelo Vingada ou o Hernâni Gonçalves!
Pessoal, quando der enviem-me muitas imagens de mulheres semi-nuas para o mail, ou seja, mandem-me montes de fotografias do rasganço de dia 18 de Novembro. Ok? Um abraço!
Hoje é um daqueles dias que, para um obsessivo como eu, é, pura e simplesmente, demasiado complicado... Estou soterrado por incertezas e dúvidas... Ufff!
Imaginam uma viagem de avião que começa, após alguns problemas técnicos visíveis no avião, com as seguintes palavras do Comandante: "fizemos todos os testes e ACHAMOS que não haverá problema nenhum...vamos levantar voo e vamos viajar com a segurança possível"... Ou seja, traduzindo deu mais ou menos isto: "se souberem rezar, rezem por favor!...a tripulação, bem como os vossos familiares, agradecem..."!
Aqui vai mais um contributo para o preenchimento da caderneta da Terceiraparte... hoje deixo-vos, de uma forma saudosa, a memmória do mítico Valdir, o Matador! Quem não se lembra de tão profícuo jogador?... Quem não verte uma lágrima ao recordar o seu magnífico bigode?... Já sinto os olhos mareados da emoção...
A direcção editorial da Terceiraparte, ou seja moi même, vem por este meio interromper o período de hibernação deste blog, que já durava há alguns dias...
Assim, e após o terreno ter estado de pousio e de lhe termos colocado o estrume e os adubos devidos, voltarão a nascer viçosas plantas, na forma de posts, por estes terrenos férteis dos Açores... A gerência agradece a atenção dispensada a todos os simpáticos amigos e companheiros deste espaço único de comunicação e de amena cavaqueira (e como eu gosto de dizer "amena cavaqueira"...), de valia incomensurável para toda a sociedade ocidental...
Serve o presente post para informar os distintos leitores deste blog que, eventualmente, haverá um interregno de alguns dias na sua actividade. As nossas desculpas. A gerência agradece...
Agora a sério... estou esta semana inteira em Ponta Delgada e depois vou a Florença uns dias, no contexto do Projecto, pelo que, e dado que estou a pagar mil paus por meia-hora de net no hotel (...), nao devo dar novidades muito depressa... abraços e beijos micaelenses!
Ele há coisas... estou a trabalhar há pouco mais de um mês, anda cheio de questões e dúvidas sobre ele e acabei de fazer uma entrevista de emprego a outra pessoa... E garanto-vos... é muito estranho interferir no percurso de vida de outra pessoa, quando o nosso está (ainda) pouco consolidado, e nos faz tropeçar, por vezes (mesmo quando as circunstâncias não o justificam...).
Respondendo a algumas solicitações externas, a Terceiraparte divulga a sua montra de prémios no seguimento do concurso "José Cid"... Assim, o feliz contemplado terá direito a uma volta de cavalo agarradinho ao Mestre, bem como a uma fotografia, em tamanho natural, do Mestre posando em toda a sua magnificiência, com o já mítico disco de platina em frente das suas miudezas... Os nossos parabéns!
A Terceiraparte, em conjugação com o Governo Civil de Angra do Heroísmo e sob supervisão de Carlos Ribeiro, divulga os resultados do repto público que lançou num dos seus últimos posts. A palavra vencedora, aquela que me melhor define José Cid é...
"Fuerte!!!"
Os não contemplados poderão, naturalmente, enviar mais postais...
Muito se tem falado, e justificadamente, dos perigos da gripe das aves... Mas, tenho que confessar, quando vejo os Dzrt, o Simão Sabrosa ou o Avelino Ferreira Torres, penso que, afinal, não é assim uma coisa tão má... Muito pelo contrário!
Aqui vai um pedaço da sabedoria popular, o qual só é partilhado com alguém se esse mesmo alguém se encontrar nos Açores... Numa conversa trivial fiquei a saber que, caso um bovino invista ferozmente contra nós, a desgraça que nos espera é ainda mais dolorosa...isto porque "as vacas marram de olhos abertos e os bois e touros de olhos fechados"... Mai'nada!!!
Qual a palavra que melhor caracteriza José Cid?... A palavra vencedora, após uma apreciação rigorosa por um júri isento, ou seja eu, terá o devido destaque neste blog, proporcional à grandeza do Mestre José Cid!
Aqui fica mais uma referência incontornável do futebol cá do burgo, pela peculiaridade do nome, pelo estilo de jogo inconfundivelmente subtil e suave (...) ou pelos constantes comentário em relação à (eventual) disparidade da sua idade biológica em relação à idade que consta no BI... Sem mais palavras, Mamadu Bóbó!!!
Saudade: (s. f.) lembrança triste e suave de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo de as tornar a ver ou a possuir; pesar pela ausência de alguém que nos é querido; nostalgia.
Ora aí está um exemplo de como há coisas que devem ser (sempre) mantidas na subjectividade...para não perderem a magnitude do seu significado...
No seguimento do post de segunda-feira, relacionado com a ausência de actos recentes de violência física por parte de A. F. Torres, e atendendo ao direito de resposta do mesmo, a Terceiraparte publica o ponto de vista do visado. Aqui vai:
"Ando a fazer psicoterapia é o c... . A culpa de eu não dar pontapés em nada é da comunicação social".
No rescaldo do recente descalabro do Porto diante do Benfica, umbilicalmente ligado à actuação e à arrogância do Mister Co, dei por mim a pensar numa frase que um amigo me tinha dito há uns tempos, após a saída de José Mourinho do Porto, em que ele se questionava se Mourinho teria sido uma excepção ou a continuação da regra do Porto fazer boas apostas no campo técnico (Mourinho, Bobby Robson-desaproveitado pelo Sporting-, Fernando Santos, José Maria Pedroto,...). Se repararmos, Mourinho surgiu numa altura em que a liderança "cristalizada" de Pinto da Costa era muito contestada, abafando alguns movimentos de ascensão ao poder de alguns notáveis azuis e brancos (Fernando Gomes, António Oliveira,...) e camuflando uma grande quantidade de erros de casting após a sucessão de títulos da década de 90. No entanto, e atendendo ao caos da época passada e à amostra desta, parece cada vez mais claro que Mourinho foi uma excepção (e que excepção...) num rol de erros clamorosos, que permitem hipotetizar que uma nova contestação a PC estará próxima caso o Mister Co não seja bem sucedido, demonstrando a sua perda de qualidades. Só espero que isso não signifique o declínio do próprio clube, à semelhança do que já aconteceu com Benfica e Sporting... PS: a Académica não é para aqui chamada... PS1: eu não sou do Benfica, como já foi insinuado!!!
O fantástico movimento artístico de Bruno Alves, quando o mesmo "cabeceou" em Nuno Gomes, não passou indiferente à Terceiraparte. No entanto, consciente da minha incapacidade em avaliar tal desempenho, a Terceiraparte contactou alguns especialistas abalizados que manifestaram a sua opinião técnica. Aqui ficam alguns resultados:
Tahar El Khalej: nota artística 7,8 - nota técnica 8,4 Paulo Turra: nota artística 8,9 - nota técnica 8,5 King: nota artística 6,5 - nota técnica 7,4 Jorge Costa: nota artística 8,5 - nota técnica 4,2 Abazaj: nota artística 5,1 - nota técnica 5,3
A Terceiraparte inicia hoje um peditório nacional que permitirá a construção de um altar, na Praça da República em Coimbra, e de um andor, que será transportado durante as festas populares, ambos em honra deste senhor, o mítico São Nelo Vingada! A iniciativa comporta também a criação do dia de São Nelo Vingada no decorrer dos Santos Populares, bem como a alteração da canção popular que normalmente acompanha tais celebrações. Esta passará a englobar os versos: "São Nelo, São Nelo Vingada...dá cá um balão para eu briincaaar...". A canonização está também em estudo...
Aqui vão duas fotografias da casinha onde aluguei (ou arrendei, para os xôtores de Direito...) um quarto e do meu companheiro de casa... Saúdinha para todos!
Adivinhem lá quem é que não pode ir a centros comerciais, vive rodeado de água (e de vacas) por todos os lados, não pode ir ao Burger King, nem ver cinema a horas certas, MAS que pode tomar banho nesta praia a meio de Outubro, enquanto vocês tilintam de frio?... duas achegas: tem barba e bom aspecto...
Terminada a auscultação pública, a Terceiraparte divulga os resultados da Mega-Sondagem efectuada ao longo do período de vida deste fantástico blog. Assim, e sublinhando o carácter científico do referido estudo de opinião, Mário Soares será agredido em...Ouadagoudou, capital (se não estou em erro...) do Burkina-Faso... A este propósito, o consultor de política internacional, de futurologia barata e de burla agravada da Terceiraparte, Prof. Karamba referiu que "será agredido violentamente em Ouadagoudou e haverá uma reviravolta nas eleições...Cavaco vai trémerrr...e, companheiro, por mais 50 euros consigo fazer uma vidência que coloca o Jerónimo em Belém...". Não, obrigado...
Especialmente dedicado a uma amiga muito especial, aqui fica o registo do mítico, do inolvidável, do fantástico... CHALANA!!! PS: A Anabela virá numa outra altura, a combinar...
Imaginem que no topo de um prédio de 45 andares se encontram Avelino Ferreira Torres, Fátima Felgueiras e Alberto João Jardim... Lançam-se para o vazio exactamente no mesmo segundo, sendo que as condições atmosféricas são as mesmas para qualquer uma das referidas figuras. Quem ganha?...
Aqui vai um sonho que tive hoje que (como se fosse preciso...) poderá ser passível de interpretação pela comunidade "psi"... então não é que hoje sonhei que estava à porta do meu prédio em Coimbra a ser perseguido por duas vacas gigantes das quais tinha que fugi!... Mais claro é, concerteza, impossível...
Aqui constrói-se uma noção da relatividade das coisas... aquilo que em Coimbra é pertíssimo aqui é extremamente longe (a ilha de Norte a Sul tem 18 kms...), por exemplo, o que origina uma forma de ver o mundo diferente daquela a que estava habituado, aqui, naquilo que os americanos (que têm grande poder na ilha) chamam, carinhosamente, de "o seu porta-aviões".
Ao que parece a Terceira é conhecida como o parque de diversões dos Açores, dada a aptência dos terceirenses para as festas e para o consumo massivo de bebidas alcoólicas, apesar de o movimento ser maior no Verão.
Uma história engraçada que me contaram aconteceu numa eleições passadas na Ilha do Corvo, que tem perto de 400 habitantes. Nas vésperas do acto eleitoral quatro senhoras foram dar à luz a outra ilha, acompanhadas dos respectivos maridos, o que alterava os resultados finais, pelo que a candidatura que seria perdedora fez todos os esforços para fazer regressar as pessoas a tempo do voto... Genial, não!... Também no Corvo, e ao que parece, existe um jantar anual que reúne TODOS os habitantes...
Aqui vão as primeiras (verdadeiras) impressões deste futuro açoreano (ah pois...vou mudar o BI!), facilitadas pela inexistência de constrangimentos laborais no dia de hoje... Tenho andado (sadiamente) perdido, geograficamente (devido à conhecida falibilidade do meu sentido de orientação...) e emocionalmente, mas animado e entusiasmado quer com as funções profissionais, que com a cidade de Angra. Vamos por partes... no trabalho as coisas estão a correr bem. Acho que me estou a conseguir integrar e estou a gostar das perspectivas, apesar de recear, lá bem no fundo, aquilo que me espera...mas o que tem de ser... As pessoas são muito porreiras e já conheço algumas pessoas que trabalharão comigo no futuro. A cidade em si é, no fundo, aquilo que esperava. Não é muito grande e, em comparação com os parâmetros do continente, assemelha-se a uma vila muito grande. Arquitectonicamente agrada-me e parece-me ser agradável, mas será complicado perder alguns hábitos instituídos (por exemplo, o Burger King só existe dentro da Base das Lages...). Estou à procura de uma casa/quarto e, em princípio, devo resolver isso até terça-feira, o que se torna premente dado que, actualmente, estou num sítio com condições fantásticas, mas que é muito longe de Angra e a rede de transportes deixa muito a desejar. Ontem, tive um momento que ficará, de forma indelével, ligado a esta minha experiência... vi a minha primeira vaca açoreana... sim, elas existem e são bastantes, principalmente quando nos afastamos de Angra do Heroísmo. Quanto à cor verde, que habitualmente se associa aos Açores, é fantástica e permite avistar paisagens lindíssimas... Uma das coisas que terei que me habituar é o tempo... chove bastante e o tempo é inconstante, ora chove, ora faz Sol. E quanto à utilidade do chapéu-de-chuva esta é muito relativa... porque além da chuva há o vento que impossibilita todos os esforços protectores de tal utensílio! E para desmontar qualquer "teoria da conspiração" aqui vai a prova da minha TERCEIRA PARTE!
E não é que o meu avião se chamava "Amália Rodrigues"?!!! Caso para dizer, primeiramente, "obrigada...muito obrigada..." pela aterragem segura e, em segundo, para quando um avião com o nome de José Cid...
Caros amigos, como bom proletário português estou na Internet durante o meu horário de trabalho e já li, seguramente, cinco jornais! Mas, e antes que seja despedido logo no primeiro dia (!!!), darei mais notícias numa outra altura...
Partindo do enunciado inicial da Teoria da Insconstância Cromática do Boi, enunciada por Ronald Koeman nos últimos dias, a Terceiraparte dá a sua contribuição para a complexificação de tal enunciado teórico revolucionário... Assim, e se "aqui em Portugal um boi é preto e amanhã já é branco", a Terceiraparte acrescenta que, por exemplo, em Manchester o "boi" já é louro...Extraordinário! E viva o progresso científico!
Sempre atenta ao contexto musical português a Terceiraparte não deixou de estar presente no último concerto dos The Wage, novo projecto dos "formerly known as" Spin The Bottle, na Via Latina. Após constatar o entusiasmo vibrante do público recolhi algumas opiniões... assim, Stevie Wonder disse que "nunca tinha visto nada assim", quando confrontado com a banda, acerca do referido concerto, José Cid referiu "foi a melhor versão que jamais alguém não fez de uma música minha...pena que o Diogo não tenha um olho de vidro e não cante em cima de um cavalo" e Zé Milho declarou "fiquei com os cabelos em pé com os The Wage...mas se o Samuel usasse uma popa, a música seria muito melhor". Mais à frente, furando por entre a mole humana presente pude recolher mais algumas opiniões, pelo que é possível destacar a visão de Jimmy Hendrix ("fiquei para morrer com a versão que os The Wage fizeram da minha música") e de Filipe O Màior ("foi, de longe, a melhor música que me dedicaram num concerto ao vivo"). Por telefone foi também possível obter a reacção dos motards portugueses (presença obrigatória em qualquer concerto da banda), "estamos estarrecidos...mas estávamos numa fila para uma sandes de porco no espeto e não pudémos comparecer...pedimos perdão". Assim, e resumindo, a noite foi um autêntico "regabó..." sendo, de longe, o melhor concerto que a banda já deu na Via Latina, em Coimbra!
PS1: quem não perceber este post, não se preocupe... as "private jokes" não serão habituais neste blog...
PS2: só dá para brincar desta maneira porque o concerto foi mesmo BOM!!! E eu sou um habitué...
Pensando nos amigos da Terceiraparte que gostam da bola, inicio uma caderneta que englobará alguns cromos, com direito a uma referência indispensável em qualquer conversa sobre o fenómeno futebolístico do futebol português... Os primeiros são os míticos craques (ou será crackheads?...) argentinos que ostentavam as pomposas denominações de Novo Maradona e Novo Canniggia, que passaram pelo FC Porto na década de 90, tendo ficado claro, após três toques na bola, que os rapazes eram bons, mas para a apanha do rabanete no Botswana... só para vocês aqui fica um registo de Walter Paz, o ex-Novo Maradona, e Roberto Mogrovejo, o ex-Novo Canniggia!
Dado que na Terceiraparte se cultiva o espírito da amizade e do sádio companheirismo, deixamos uma mensagem amável para os nossos visitantes coreanos, mesmo que cá tenham vindo parar após uma ratoeira do destino, ou seja, de um qualquer motor de busca...aqui vai:
친구, 마음에 들는 방문을 위해 아주 은혜를 베풀어, 상냥한 모양의, 그러나 책략을 위해 확실성의, 그것은 광산blog에게 만들었다!인사, Filipe
Hoje, no dentista e ao preencher a ficha de inscrição, perguntaram-se qual a minha profissão. Após dois segundos de hesitação saíu-me "psicólogo"... e acho que cresci mais um bocadinho, sem dar por isso, mesmo considerando que estas formalidades têm um valor muito relativo. Têm-no porque nos obrigam a que nos confrontemos com a realidade: a minha profissão já não é ser "estudante", nem as minhas responsabilidades são as de um "estudante".
Aqui há dias apercebi-me, por mim mesmo, que ludibriar aquilo que sentimos, evitando a confrontação com aquilo que tememos, é uma solução terrível e perversa, apesar de parecer largamente eficaz. Após dizer pela primeira vez, de forma explícita e numa conversa com um conhecido, "já tenho emprego, vou trabalhar para os Açores" senti medo, se calhar todo o medo que ainda não tinha sentido...e que deveria ter sentido "aos poucos"...e sim, apercebi-me que fundamentalmente, temo o esquecimento, temo a erosão das memórias e das vivências, temo o peso incomensurável de todo um Oceano... que espero que não me transcenda. Mas que me faz sentir pequenino, lá isso faz... e, infelizmente, fez-me esquecer o quão grande e importante sou para algumas pessoas...
Um olhar atento aos cartazes socialistas na campanha autárquicas em Coimbra implica a confrontação com uma interrogação inquietante... a constituição labial de Vitor Baptista é de nascença ou será que ele deu um jeitinho pelo meio?...não sei, não...
Hoje, enquanto pensava na riqueza de país que habitamos, apercebi-me que a solução para todos e quaisquer problemas nacionais se afigura próxima... Basta que as mulheres dos militares façam um golpe de estado, uma vez que não me parece que o Governo aprovasse a presença dos militares propriamente ditos... Será histórico e inesquecível!... A contagem decrescente já se iniciou...
Ontem, num jantar, um amigo disse uma coisa que me intrigou... então se o Presidente da República recebe o Jorge Costa por este ter escrito (!!!) um livro, então para quando uma audiência presidencial a Alexandre Frota, ao mítico João Malheiro, ao Inspector Artur Varatojo ou a todos os adolescentes que ambicionam uma carreira nas letras após três páginas sem erros ortográficos de maior?... se "escrever" um livro basta...
Pois é... começa com este post a epopeia (que espero seja longa...) deste blog que funcionará como um meio de expressão das minhas reflexões, inquietações pessoais e públicas e imagens, permitindo que as partilhe com aqueles que se interessarem pelos meus posts... e assim fazer uma "Atlântida Informática" ligando-me àqueles que gostam de mim e que me farão falta...