segunda-feira, setembro 01, 2008

Geometrias Variáveis

Mudei-me para aqui: www.geometriasvariaveis.blogspot.com... A primeira boa notícia é que fui o primeiro a ter esta ideia de nome para um blog, o que, ao facilitar o procedimento inerente à sua criação, só poderá ser um bom prenúncio para o processo criativo e quotidiano que lhe dará vigor... É que o TerceiraParte era para ser TerceiraIdade, TerceiraVaga e por aí adiante...

quinta-feira, dezembro 13, 2007

It´s the end of this blog as we know it...

Sempre detestei projectos de ideias... Sempre detestei coisas que podiam ser algo que, no fundo, nunca são... Cada vez mais detesto coisas que parecem ser uma coisa, que tacitamente são dadas como adquiridas e insofismáveis mas que, no fundo, não passam de mediocridade disfarçada... Posto isto, serve este post para colocar um ponto final neste blog... Até porque, apesar de a minha parte na Terceira estar para continuar (e ainda bem…), a minha Terceiraparte há muito acabou (e ainda bem…), o que atesta um claro crescimento objectivo e subjectivo deste vosso escriba… Assim sendo, e enquanto não me surgir um projecto de ideias reais, que não meramente tácito e aparente, manter-me-ei, em nome próprio, afastado destas lides blogueiras que tanto prezo… E, como que parafraseando um dos meus ídolos, o que vier a seguir será a última parte do resto da minha vida… E quem quiser está convidado para ela… e para todas as partes que essa parte implicará. Beijos e abraços terceirenses (para quem os quiser agarrar).

quarta-feira, novembro 14, 2007

O que é nacional é bom…

Retalhos da vida de um psicólogo em Bruxelas...

16, 17 e 18 de Outubro de 2007.









Mas porque raio é que a Medicina Veterinária não é uma ciência exacta?! (II)

Diálogo II (início de Novembro)
Filipe e Célia – Senhor veterinário, quando tempo dura o cio das gatas? É que a Siena está com o cio e nós não dormimos uma noite seguida há mais de uma semana…
Senhor Veterinário – Sabem… Como é o primeiro cio poderá ser uma, duas ou três semanas…
Filipe – E não há nada que lhe possa atenuar o cio e torná-la mais calma?... É que é um bocado incomodativo…
Senhor Veterinário – Há…
Filipe e Célia – O que é?...
Senhor Veterinário – Arranjarem-lhe um gato…
Filipe (em pensamento) – E se fosses para o c…

Mas porque raio é que a Medicina Veterinária não é uma ciência exacta?!... (I)

Primeiro diálogo (finais de Setembro)
Filipe e Célia – Então, senhor veterinário, quando é que convém marcar a castração da Siena?
Senhor Veterinário – Aantes do primeiro cio… Pelas minhas contas ela terá quatro meses… Por isso marca-se para o final de Novembro, início de Dezembro para ela não chegar a ter o cio…
Filipe e Célia (em pensamento) – É quando tiver que ser, senhor veterinário… Desde que a gata não entre no cio…

Já repararam? (III)

Que, muitas vezes, quando duvidamos dos outros estamos, na realidade, a duvidar de nós mesmos? É que eu continuo sem perceber…

Já repararam? (II)

Já repararam que uma fuga de uma pretensa e ubíqua mediocridade é que é, em si mesma, absolutamente medíocre?

Porque será?...

Um destes dias apercebi-me que no meu plano de objectivos a curto prazo consta a vontade de continuar a fazer trabalho a mais e acumular responsabilidades e atribuições que não têm, necessariamente, de ser minhas, publicar não sei quantos artigos a curto prazo, preparar não sei quantas possíveis apresentações e comunicações, fazer uma pós-graduação para o ano, acompanhar mais casos clínicos no gabinete, manter encontros regulares com colegas para escalpelizar casos clínicos, começar a escrever algo de forma mais estruturada, conseguir ser tecnicamente perfeito na fotografia, conseguir jogar melhor nos jogos de basquete ao Sábado de manhã, não perder os jogos de squash que faço todas as semanas, deixar de sofrer golos ridículos quando jogo futebol, nunca mais voltar a ter o carro todo sujo, deixar de ter o blog muito tempo sem posts, preparar tudo para o casamento, conseguir ter a minha casa sempre toda organizada… querem que continue?... O problema é que eu conseguiria sem problema algum…

A minha gata…

A eminência de uma crise conjugal, aliada à constatação da propriedade dos apelos reinvindicativos da Célia sobre a possibilidade de partilharmos a nossa casa com um felino, levou a que procurasse arranjar uma gata… Assim, de um parto com um bocadinho de dor da minha parte, tenho que admitir, nasceu a vivência da Siena na nossa casa...





Digam lá que esta mulher não é linda?...





Mas já tem dono…

Há coisas que só acontecem aqui…

Pérolas do jornalismo açoriano

Título de uma notícia do Açoriano Oriental, de algures no passado mês de Outubro: “Cancro do estômago é perigoso”. Palavras para quê…

Interrogação…

Serei só eu que, de forma simultânea ao gesto diário de abertura da conta de correio electrónico, fico com a sensação que a Internet existe, em primeira instância, para espalhar a rica arte da pornografia por este mundo fora?...

Estarei doente?... Ou curado?

Um destes dias vi umas imagens da Latada na televisão e, sinceramente, passou-me um bocado ao lado… Nunca tinha acontecido…

Querida, eu aumentei os miúdos…

Há uns anos havia um filme manhoso com este título, no qual um fulano, de forma inadvertida, aumentava o tamanho dos seus filhos, no decurso de uma experiência científica qualquer… Exceptuando, naturalmente, a estupidez de tal enredo, há uma certa semelhança com algumas coisas que tenho vindo a sentir ultimamente… Tal como os miúdos, há algumas coisas que me têm levado a assumir, comprovando a eficácia das minhas estratégias protectoras de evitamento, um papel diferente daquele que me caracterizava até há uns tempos atrás… Uma dessas coisas foi a mudança para a minha casa nova… Minha e da Célia, obviamente… Ou, mais correctamente, minha, da Célia e do banco, se tudo correr de feição durante os próximos quarenta anos… Mas, como diz um amigo de quem gosto muito, “deixa rolar”… Podes crer, Miguel…
(As fotos vêm noutro dia... a net está muit lenta...)

Por estes dias…

Lê-se – retrato de um artista enquanto jovem, James Joyce; um ensaio sobre o (não)arrastão em Carcavelos, aqui há uns anos atrás; um livro da esquerdalhada sobre o 25 de Abril; em lista de espera, um livro chamado Prison Officer (como é fixe a minha vida…); O que eu sei de Soljienitsine, de Pierre Daix
Ouve-se – Jeff Buckley; Primitive Reason (ressuscitei este disco…); Charlie Parker; Loyko (música russa cigana… espectacular); David Fonseca; WrayGunn;
Vê-se – Mais do que aquilo que se vê, nesta fase interessa aquilo que não tenho visto… ou seja, televisão… até que TV Cabo se entenda com o empreiteiro… ai que saudades de ver a bola refastelado no sofá da sala…

Massagem à auto-estima…

No passado mês de Setembro, a Câmara Municipal de Odivelas achou por bem massajar-me o ego… Passo a explicar, há uns tempos concorri a um concurso de fotografia promovida por tal entidade, ao qual subjazia o tema “As alterações climáticas”. Enviei uma foto e, sinceramente, esqueci-me da coisa (o que também é sintomático, claramente…). Ao fim e ao cabo, fui premiado com um terceiro lugar, o que, tenho que admitir, me deu um gozo do caraças… Para além de, pela primeira vez, ter tido fotografias minhas expostas nalgum lado ao público em grande destaque… Fica a imagem premiada a qual intitulei, atendendo ao tema do concurso, “Educar é preciso… Viver (também) é preciso…”.



PS: cada vez mais me dá um gozo do caraças fotografar… o que pode ser perigoso a médio prazo… financeira e profissionalmente…

Férias - versão 2007

A falta de liquidez financeira levou a que eu e a patroa (copyright Guilherme Ferreira) tivéssemos ficado pelos Açores nas férias. Cinco dias de férias deram para girar por três ilhas (Faial, Pico e São Jorge) e para consolidar, ainda mais, a ideia da singularidade dos Açores, indo muito além do óbvio lugar comum que essa ideia, comummente, encerra. Realmente, os Açores são algo de excepcional e único que, ao intrigar e desafiar, apaixona… Mesmo com todos os “defeitos” da personalidade insular que se expressam no quotidiano, os contrastes entre ilhas, aos quais subjaz a mesma açorianidade (como agora de diz…), enriqueceram-me e fizeram-me sentir bem. Ponto alto, sem dúvida, foi a subida que fizemos ao Pico… Tão dura como inesquecível… Subimos quatro horas, pernoitámos na cratera do Pico, vimos uma chuva de estrelas no alto do Pico e o nascer do Sol no sítio mais alto de Portugal… Arrumar a tenda e a mochila e mais três horas e meia para baixo… Obviamente, os joelhos de qualquer um de nós pareciam os do Mantorras após um tratamento do departamento médico do Benfica… Ficam alguns pedaços da viagem… Topem a foto do nascer-do-sol no piquinho do Pico… É do c…

Cromos da bola (XI)

Num tempo marcado pelo frenesim nas instituições bancárias nacionais, torna-se obrigatório que aborde uma dívida… A dívida que o nosso País deve a José Barroso, esse grande português! Falo, obviamente, de José Barroso, futebolista, e não de José Manuel Barroso (formerly known as Durão)… José Barroso passeou classe (e um penteado fora-de-série) pelos relvados nacionais durante várias épocas, representando dois dos grandes clubes portugueses (Porto e Académica), sendo, ainda hoje, um dos mais valiosos equipamentos do armamento militar português, graças ao seu famigerado pé-canhão… A Terceiraparte vem por este meio reconhecer o carácter magnífico da vida e obra de José Barroso.



PS: os mais atentos repararam, concerteza, que não fiz qualquer referência ao mítico episódio em que Barroso, questionado em directo no Telejornal, justficou a sua ausência de um treino com o facto de sofrer de uma grande diarreia… Ou então, acabei de fazer exactamente isso…

quarta-feira, setembro 19, 2007

Aviso importante...

Este blog está, oficialmente, em construção... Quando o artífice tiver mais tempo/quando mudar de casa e colocar net, dará uma volta a isto... E quando arranjar um template de jeito colocará-o também... Beijos, abraços e darei grandes novidades em breve!

domingo, julho 22, 2007

Palavras para quê...

Viva a ordem alfabética...

Campeones... campeones...

CLASSIFICAÇÃO – LIGA

Clube Pts J
1. Académica 0 0
2. Belenenses 0 0
3. Benfica 0 0
4. Boavista 0 0
5. E. Amadora 0 0
6. FC Porto 0 0
7. Leixões 0 0
8. Marítimo 0 0
9. Nacional 0 0
10. Naval 0 0
11. P. Ferreira 0 0
12. Sp. Braga 0 0
13. Sporting 0 0
14. U. Leiria 0 0
15. V. Guimarães 0 0
16. V. Setúbal 0 0

A diferença entre "OPA" e "Oh pá estou sem cheta"

Quando se chega ao ponto em que percebemos que os matraquilhos são um desporto caro, algo de mal se passa com a nossa vida financeira... Dasse...

terça-feira, julho 17, 2007

Genial...



Retirado do blog www.denunciaseopinoes.blogspot.com.

sábado, julho 14, 2007

A foto que nunca foi colocada na parede...

Acampamento das Riquezas, Sesimbra-2004

Mes amis, no seguimento de algumas divagações retrospectivas sobre alguns momentos marcantes das Riquezas, em conjunto com o pessoal que estive em Coimbra, descobri dois vídeos deliciosos do mítico Acampamento Internacional das Riquezas (copyright Guilherme Ferreira), Sesimbra-2004... As Riquezas chegam ao Youtube... Bjs e abs



Cromos da bola (IX)

Sem mais delongas, mais um mito do futebol… Um dos poucos jogadores para quem o número mínimo de fintas a realizar em cada disputa era, aproximadamente, catorze e meia… José Dominguez, o homem que conjugava a habilidade circense de uma foca, a objectividade de Folha e o estilo pessoal de Roberto Leal, ou seja, a personificação da construção social do “jogador da bola”…

Adeus, até ao meu regresso…

“IKEA 07-2007”… eis a inscrição que tatuarei, a breve trecho, no meu braço direito. Quem nunca teve a oportunidade de experimentar um cenário de guerra, quem nunca viveu a adrenalina de um campo de combate e possua uma grande curiosidade sobre tais cenários, deverá dirigir-se a Alfragide, perto de Lisboa, e passar um dia inteiro no IKEA… Guerra Colonial?... Vietname?... Tomatina?...Pff, coisas de meninos em comparação com a experiência (do campo de treino) da IKEA…

Tortura sueca

A frase proferida pela mãe da Célia: “Nunca tinha visto o Filipe suar tanto…” exprime a beleza e o carácter distintivo da tortura sueca “made in IKEA.”

Triste fado…

Pela primeira vez na minha vida tive pena de não ter nascido em Lisboa e, consequentemente, não poder exercer o direito de voto na capital da metrópole… É que, se tal fosse possível, votaria, sem dúvida de qualquer espécie, no fadista marialva-monárquico-tratador-televisivo-de-animais Gonçalo da Câmara Pereira. Há muito tempo que não me ria tanto num debate político graças a tal digníssimo senhor, nome de proa da política nacional, na secção específica de assuntos ligados aos assuntos vadios, perdão, ao fado vadio. Nas palavras do próprio, “estas eleições são um féte-divére”.

PS: será que vou ser processado por Gonçalo da Câmara Pereira por ter escrito este post?...
PS2: processado, se calhar não… Mas desafiado para um duelo, não me admiraria nada…

Poder(es)…

O Manuel Monteiro consegue ter o condão único de fazer, por comparação, parecer sério e credível o candidato do PNR à Câmara Municipal de Lisboa, José Pinto Coelho… O que, manifestamente, não é fácil.

PS: caro Sr. Coelho… sou branco, português e sei o hino todo de cor!... Obrigado pela atenção…

Aprovado por unanimidade e aclamação

Todo o imbróglio gerado à volta do seu percurso académico perde toda a sustentação, após ouvir as declarações em língua inglesa de José Sócrates, após um encontro com Gordon Brown, novel Primeiro-Ministro do Reino Unido. Quem se expressa assim com aquela eloquência, com aquele “accent” tão “british”, só pode ter tido uma formação inexcedível em Inglês Técnico, comprovando que cada letra escrita no trabalho realizado foi fruto de um empenho e de um amplo estudo da língua de Shakespeare… Após tal acontecimento, Mário Soares veio a público exigir um Doutoramente Honoris Causa em Francês Técnico-Profissional. A Universidade Independente já prometeu enriquecer o seu currículo académico, numa próxima oportunidade.

PS: será que vou ser processado por Mário Soares por ter escrito este post?...
PS2: será que José Sócrates lerá este post?...

Eu tenho orgulho nisto…

A tradição ainda é o que era…

Como continuo a ser o mesmo bronco que não consegue acertar o raio de uma data de anos das pessoas de quem gosto, aqui fica uma singela homenagem à Rita, Sandra, Diana e Diogo…



Maravilha a preto-e-branco



O mosteiro de Alcobaça, um dos meus monumentos portugueses favoritos, no formato que melhor o serve, preto-e-branco, tão austero, como enigmático.



Por estes dias…

Lê-se: Retrato do Artista Enquanto Jovem, de James Joyce; Ninguém Escreve ao Coronel, de Gabriel Garcia Marquez
Ouve-se: Mão Morta, Jeff Buckley, Frank Black, The Strokes e Coldfinger
Vê-se: The Doors, de Oliver Stone; Obrigado por Fumar, de um gajo que eu agora não me lembro… mas recomendo, vivamente (Calado, vê este filme. Vais gostar de certeza!); CSI e Dr. House de forma compulsiva

Escadas, degraus e afins

Estou cansado. Estou saturado de escadas com degraus e patamares sucessivos, de etapas seguidas sem ascender a uma conclusão interior definida… da assimetria entre a facilidade de escorregar pelos seus degraus, e das tempestades de vento que facilitam tal processo, e o equipamento de escalada altamente profissional necessário para escalar o mísero degrau que vislumbramos, imediatamente acima, tão acessível como percepcionado como inalcançável. Mas porque caralho é que subir degraus é sempre uma benesse, uma sorte ou um acaso?! Porque é que as mutações inapeláveis da escada relativizam, sempre, a dimensão do que é conquistado?! Porque é que continua a ser tão estranho quando aquilo que somos e valemos contribui para tanta coisa?... Porque é que mesmo quando tudo corre bem a puta da escada aumenta da mesma maneira?... Porque é que só me consigo definir quando firo o corpo ao cair da escada e quando passo horas a admirar os hematomas?... Esquemas, esquemas, esquemas… calculo que sim.

Afinal…

…até gosto muito de Lisboa…

segunda-feira, junho 18, 2007

Discos Pedidos...

"Estou sim... era alguma coisa de Nick Cave, fachavor..."

Para ti, meu discípulo...

Concomitantemente profícuo...
(escrito em Trebuchet...)

Adição...

Alguém me indica o nome de alguém que me possa tratar da dependência do fim-de-semana que estou a desenvolver... E não me venham com histórias que a dependência é só psicológica... Eu bem sei aquilo que o meu estômago e a minha cabeça me dizem, às segundas, pelas 8h00... E olhem que não são coisas bonitas, não são, não... Mas já foram...

Acabou-se a mama...

Hoje apercebi-me que no rol das coisas em vias de extinção, gerado pela completa dissonância entre aquilo que é positivo, e aquilo que á intrínseco à natureza humana, se deverá acrescentar o conceito de herança, pelo menos para o comum dos mortais português... Passo a explicar, com o aumentar das taxas de juro, com o adensar das teias de dívidas em que os portugueses estão enredados, cada vez mais será necessário prolongar empréstimos ad eternum... Já estou a ver: "prolongue o seu empréstimo à habitação até aos 134 anos, e vá de férias já!" ou "junte todas as suas dívidas numa única prestação! Prazo extensível até aos 235 anos da sua vida!(e depois lido numa voz ultra-rápida) ou de qualquer familiar seu, com um mínimo de relação de sangue". Já estou a ver, num hospital, um idoso moribundo, sofrendo de doença terminal... O médico, numa altura em que a eutanásia é uma realidade, a ser impedido de concretizar a acção misrecicordiosa por uma prole furiosa... "Deixe o velho viver!... A reforma sempre dá para pagar um quarto da prestação ao banco que ele nos vai deixar!..."

Carinho...

Há dias, o mundo do futebol, que encerra em si mesmo caminhos e personagens insondáveis, conheceu mais um episódio "telenoveleiro"... A propósito de um pedido de rescisão de cinco miúdos das camadas jovens, por salário sem atraso há mais de um ano, o Boavista convocou uma conferência de imprensa, desmentindo tal facto e, mais, revelando que, anteriormente, e apesar de não saldarem as dívidas, já haviam ponderado rescindir com os jogadores, não o tendo feito por "carinho"... E, como se sabe, carinho foi coisa que sempre houve no Boavista... Basta pensar em Petit, Bóbó, Tavares, Nogueira ou em Valentim Loureiro...



OPA(lmoço)

Acabei de fazer uma OPA há pouco, sobre duas fatias de pizza e um copo de água... Pelo sim, pelo não, fui almoçando, enquanto esperava pela resposta da CMVM.

Fama

Andy Warhol, a dada altura da sua vida, prognosticou os míticos "15 minutos de fama", a que cada um teria direito no decurso da sua vida... Eu, como sou um gajo absolutamente extraordinário, tive direito a pr'aí três minutos e quatro segundos, num programa sobre fotografias.

sexta-feira, junho 15, 2007

Se eu ligasse para os discos pedidos...

Hoje pedia Nick Drake...



PS: obrigado Samuel e Sofia Gameiro por mo terem apresentado...

quinta-feira, junho 14, 2007

Mudar de vida...

Procuram-se sócios para implantação de uma negócio misto: Carpintaria e Casa de Meninas (uma Bordelaria, portanto)... Isso é que era vida... Isto da Psicologia...

Encher o ego...

Há dias percebi que uma foto minha foi seleccionada por um programa da RTP Açores, e irá passar no Sábado e no Domingo, no referido programa ("Um dia, uma foto")... O que é fixe e enche um bocadito o ego, tenho que admitir. Mas não deixa de ser engraçado como um dos primeiros pensamentos automáticos foi "deve ser outra pessoa com o mesmo nome, concerteza...". Rai's partam os esquemas...

http://clubezoom.blogspot.com/2007/06/um-dia-uma-foto-semana-11-de-junho-16.html

PS: os mais atentos lembrar-se-ão de um post anterior em que era referido que a RTP Açores era uma televisão, mas em mau... Era a brincar, como á óbvio... A RTP Açores é a melhor televisão do mundo...

Ando com saudades de...

Aculturação I

Há dias, em resposta a um comentário do Josuué, escrevi algo sobre os benefícios e malefícios da aculturação, enquanto fenómeno que, necessariamente, acontece quando nos "submergimos" num contexto sócio-cultural divergente do nosso. Os Açores, e a Terceira em particular, apesar de constituírem mais uma parte de Portugal, possuem realidades próprias e particulares, que, amplificadas pelas consequências típicas num território insular, levam a que se constituam hábitos, tradições e práticas próprias e, por definição, distintivas. A vivência do Carnaval, aqui na Terceira, é um desses exemplos, uma vez que constitui um território muito frutífero em termos de expressão popular e cultural, marcado pelo envolvimento de uma percentagem impressionante da população em actividades dramáticas, musicais ou, meramente, lúdicas. E até um alérgico ao Carnaval como eu teve que se aculturar ou, se calhar, de se flexibilizar um bocadinho, o que, na minha opinião, comprova que muito daquilo que acontece quando nos aculturamos, passa pelo desenvolvimento de alguma flexibilidade e pelo abdicar de alguns preconceitos, tão defensivos e protectores, como consolidados... Retratos do Carnaval de 2006 e 2007.



segunda-feira, junho 11, 2007

As minhas semanas, os meus meses têm passado assim...



O que, por vezes, é bom sinal, atenção...

Ando a pensar muito nisto...



Nas cordas que nos amarram e nas cordas que nós pensamos que nos amarram.

Hobbies de fim-de-semana...

Há pessoas que, ao fim-de-semana, aproveitam o tempo para passear, para ir a festivais de música na capital da metrópole, para viajar, para ir ao cinema ou ao teatro... Eu, e a patroa, fomos, no Sábado, à Feira Agrícola da Ilha Terceira... E, sinceramente, garanto-vos que, em qualquer das outras possibilidades que referi, ninguém ouviu, como eu, a seguinte frase: "A vaca que ficou em primeiro lugar ganha uma dose de sémen do touro XPTO"... Há coisas que só acontecem aqui...

Estás a ver, D. Maria Adélia...

Quinze anos depois, a Alitalia, finalmente, deu-me razão... Afinal não sou só eu que acho/sempre achei a figura do Papa como assim...tipo... um bocadinho clandestina. Passo a explicar, na recente visita ao Brasil, as autoridades alfandegárias brasileiras descortinaram a presença de dois passageiros clandestinos, um dos quais de nacionalidade alemã, com a graça de Joseph Ratzinger, o que levou a que a Alitalia, companhia aérea, fosse multada pelas autoridades aueronáuticas.

Estás a ver, mãe? Como eu tinha razão quando não queria ir à catequese... E as palmadinhas no rabo quem é que mas vai tirar?...


quarta-feira, junho 06, 2007

Chama o António...

Imaginem que são um candidato a uma Câmara Municipal deste país... Acrescentem um nevoeiro de corrupção, consubstanciado no facto de terem sido constituídos arguidos num processo de contornos obscuros... Imaginem que, na vossa equipa de vereadores, constam outros dois ex-autarcas, igualmente, arguidos no mesmo processo... Naturalmente a vossa imagem de seriedade e de idoneidade estaria colocada em causa e, consequentemente, teria se ser salvaguardada e defendida na campanha eleitoral... Agora imaginem que contratavam o Toy para se associar à campanha eleitoral, escrevendo a meias a letra para tal sucesso musical! Seria tão estúpido, não seria?!... Pois seria...


Geo-política... (II)

Um destes dias comprei a Visão que trazia uma promoção de assinaturas de revistas, que rezava assim: "Promoção válida para Portugal Continental. Para assinaturas fora do País contactar o serviço de assinaturas."...

E eu fiquei na mesma...

terça-feira, junho 05, 2007

Inquietação...

A mim ninguém me tira da cabeça que o Fernando Charrua tem alguma coisa a ver com o desaparecimento da miúda inglesa... Só pode...

segunda-feira, junho 04, 2007

O pico do Pico

Uma pérola...

Achei por bem partilhar esta pérola que descobri na Internet... Trata-se de um poem escrito pelo Presidente do Sindicato do Corpo da Guarda Prisional que, lá bem, bem, bem, no fundo, é um homem sensível e poético... A expressão "quantos são" é disso um bom exemplo, consituindo o culminar de toda a expressão metafórica do sentido da existência humana compactada em apenas oito versos...

Ser Guarda Prisional é ser audaz
É ser mendigo e dar sem receber
Poucos sabem do que um guarda é capaz
Desempenha a função que tiver de ser

É trabalhar muitas vezes sob pressão
Com medo de ser perseguido
Quando vê o perigo, pergunta “Quantos são”
Sem perder o valor e o sentido

Jorge Alves

Gosto desta frase...

Experiência não é o que acontece com você, mas o que você "fez" com o que lhe aconteceu. (Aldous Huxley) As aspas são da minha lavra...

Engasguem-se pr'aí...

Conseguem dizer a palavra "ecumenismo" sem se esgasgarem?... A Igreja Católica também não.

(Dois galãs) Separados à nascença?!



Jorge Jesus - treinador do Belenenses (autor da mítica expressão: "o futebol é muità lindo..."



Richard Gere

sexta-feira, junho 01, 2007

Este homem é o maior!...

Ando a tornar-me viciado no "Daily Show with Jon Stewart"... E gosto disso.

Introspecções...

Uma das coisas que mais me tem feito rir nos últimos tempo, com a história da casa, é reconstituir mentalmente as alturas em que tento passar, junto do pessoal da obra, um ar muito consciente e sabedor das "artes" da construção civil... O receio de ser tomado por miúdo e, consequentementem levado, tem originado umas situações dignas de um Oscar, meus amigos!... Hoje em dia sou o rei do azulejo e do rodapé!

PP (Partido Popular/Paulo Portas)

Há dias, num programa de televisão, o José de Pina (que nem sempre tem muita graça...) definiu de uma forma genial o "novo" PP de Paulo Portas: "O PP de Paulo Potas parece um carro muito velho, tipo um Ford Capri, onde o dono colocou um autocolante na traseira a dizer «TURBO» e «GTI»."

"A experiência do cárcere" *

Hoje dei por mim a pensar que devo ser uma das poucas pessoas no mundo que passa o seu dia a correr para chegar à prisão o quanto antes...

* Excerto do sketch abaixo dos Gato Fedorento.

Gestão (ou não)

Há dias o MDA escreveu um post genial sobre a generalização do conceito de "técnicas" e sublinhando o facto de, hoje em dia, existirem técnicas para tudo e mais alguma coisa... Hoje dei por mim a matutar num outro conceito muito em voga, o de "gestão" (que se generalizou à gestão de empresas, de recursos humanos/"Psicologia dos Vendidos"(:)),de mercado, de produto,...) e pensei como me dava jeito umas lições de "Técnicas de Gestão de Expectativas"... Davam-me um jeito do caraças no dia de hoje, isso vos garanto.

Twilight Zone V

Twilight Zone IV

Twilight Zone III

Twilight Zone II

Twilight Zone I

Geo-política...

Alguém, por obséquio, pode explicar aos senhores do Boletim Meteorológico que a sequência de frases: “No País inteiro estará sol… já no Arquipélago dos Açores haverá chuva em todas as ilhas…” começa a chatear!... Bem sei que a cena da água contribui para a promoção desta ideia de de cisão nacional, mas…

quinta-feira, maio 31, 2007

Tão estúpida, como engraçada...

O condenado esperava a hora da execução, quando chegou o padre:
- Meu filho, vim trazer a palavra de Deus para você.
- Perda de tempo, seu padre. Daqui a pouco vou falar com Ele pessoalmente.
Algum recado?...

terça-feira, maio 29, 2007

As minhas aventuras com um tripé III



Não percebo porquê, mas esta foto fascina-me...

Red light...

As minhas aventuras com um tripé II


Angra by night (ou as minhas aventuras com um tripé...)

Crescer

As minhas vivências recentes têm-me ensinado que quando começamos a perspectivar coisas e cenários utilizando, como referência, o metro quadrado há muita coisa que está diferente e que, de forma inexorável, não retrocederá mais…

A caixa que mudou o mundo (ou não)

A RTP-Açores é assim como que um canal de televisão, mas em mau…

29 de Maio

Hoje é o dia mundial dos Bons Vizinhos… Ou seja, hoje os animais de estimação serão abatidos, as reuniões de condomínio deixarão de existir, os botões do volume das televisões e aparelhagens serão arrancados e queimados, as senhoras mais histriónicas não se envolverão em qualquer actividade de índole sexual…

A boa acção do dia

Será que alguém pode explicar a Manuel Pinho e a Mário Lino que o “Tiro no Pé” não é um desporto olímpico?... O País agradece.

Por estes dias...

Vê-se: Geração de Fast-Food, Diamante de Sangue.
Lê-se: José Mário Branco – Canto da Inquietação, O Conde de Abranhos, de Eça de Queiroz, Melo Antunes: O Sonhador Pragmático, de Manuela Cruzeiro.
Ouve-se: Jeff Buckley, Nick Drake, Kaizer Chiefs, Wray Gunn ou Yeah Yeah Yeahs

O escroto da praxe, segundo Jesus

Ainda “pegando” (salvo seja…) na questão da rotura do escroto do jovem estudante de Medicina, ficam-me sinceras dúvidas sobre quais foram os factores de ponderação que determinaram a diferenciação das sanções atribuídas por essa excelsa e impoluta entidade, o Dux Veteranorum, que responde pelo sobrenome de Jesus… O que diferencia um castigo de dois anos sem poder praxar de uma sanção de um ano sem poder exercer semelhante actividade tão essencial e indispensável? Será mais grave para o Dux Jesus o corte do escroto ou corte de pêlos púbicos? Será que a pena mais grave corresponde à utilização de after-shave, nas zonas corporais em questão, atendendo ao reconhecido ardor que tal substância provoca nas zonas corporais recém-aparadas? E quem apenas foi repreendido? Será que utilizou uma Gillette Mach 3, daquelas que não causam irritação… Até aqui, a palavra só poderá ser de Jesus…

A praxe do escroto

Serei só eu a achar patético que um jovem se queixe ao Dux Veteranorum da Universidade de Coimbra, após colegas mais velhos lhe terem provocado uma rotura no escroto e, posteriormente, não tenha os tomates para apresentar queixa dos agressores na Polícia?... E, vai daí, dependendo do tamanho do corte, até faz sentido…

Bush(ismo)

“Ou seremos bem sucedidos ou mal-sucedidos no Iraque…” Para quando Lili Caneças para Presidente duma coisa qualquer…tipo de um País, porque não…

Bush II

“Aquele que pretendemos para o Iraque é uma paz relativa… ter sucesso no Iraque não significa acabar com a violência”… E quando parecia que não podia piorar, o porta-voz da Casa Branca, Tony Snow, acrescenta: “Em Washington também há muitos tiroteios e isso não nos impede trabalhar…” Se um diz mata. o outro diz esfola…

Interrogação

Mas alguém me explica a embirração de toda a gente, e gozo contínuo a que sou sujeito, pelo facto de utilizar as palavras “profícuo”, “concomitantemente” e “idiossincrasias”? Eu continuo sem perceber!

quarta-feira, abril 04, 2007

Açores... Ai os Açores!...

Acedam a este link... vejam as imagens e percebam algumas das razões pelas quais é fixe estar nos Açores...

http://www.publico.clix.pt/docs/imagens/acores/index.html

Vale a pena...

quarta-feira, março 28, 2007

Pedaços da Terceiraparte

Mes amis, se quiserem ver algumas fotos aqui da "minha" ilha, vão a www.olhares.com/psilipe.

Beijos e abraços...

Uma foto... toneladas de memórias... (copyright: Calado!)

terça-feira, março 27, 2007

Eduardo Sá - III

Dão-se alvíssaras a quem enviar para a Terceiraparte uma gravação do Eduardo Sá a proferir um som, seja ele qual for, num tom acima do sussurro… Mas parece-me complicado, caros amigos…

Eduardo Sá - II

Perigo de overdose!!!

A Terceiraparte avisa os seus amigos e leitores do perigo de overdose, que se verifica todas as segundas-feiras, pelas 21h00… A periódica presença de Eduardo Sá no Jornal da Noite da SIC, que hoje constatei, eleva o risco de sobredosagem de lugares-comuns-e-metáforas-pseudo-fofas-ai-tão-meiguinho-que-ele-parece-é-mesmo-psicólogo-tal-senhor a níveis perigosíssimos para a saúde humana…

Eduardo Sá - I

Será só a mim que me dá vontade de espetar um lápis, ou qualquer outro objecto pontiagudo, na garganta, quando vejo o Eduardo Sã na televisão?...

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

E por falar em bússola...

“Eversince I saw you, I want to hold you, like you were the one…” (excerto de música de “Who are U”, de David Fonseca).

O meu Tratado de Tordesilhas (ou a provável e saudável inexistência)

Desde o início da Terceiraparte da minha vida que qualquer período prolongado no Continente, principalmente em Coimbra, é, inapelavelmente, marcado por uma confusão enorme de sensações, de raízes eminentemente antitéticas… Se é claro que sofro um ataque com armas de “gratificação” massiva, surge também uma invasão imperialista de saudade e perda, ou seja, existe uma tentativa interior de reorganização, de reconstrução de referências, de procura e valorização de bússolas antigas, mas uma consciência (cada vez mais) efectiva da existência de novos pontos cardeais orientadores, de novos rumos e de novos “road-books”, com um sotaque diferente… Nas últimas férias de Natal, após um jantar pleno de “velhos” magnetismos de alguns membros do Movimento Activo das Riquezas (exceptuando o grande Lois, cujo esforço de actualização internáutico não foi suficiente para ler a convocatória via Rikezas.blogspot…), e em conversa com os “pontos cardeais” Guilha e Sargento, saiu-me uma frase que me deixou a pensar… “Neste momento, por muito que me custe, existem dois mundos para mim… o de cá e o de lá… (é muito mar pelo meio, não é? – alguém disse) sim…”). Mal a disse, iniciou-se um processo de fermentação da mesma que se prolongou até há poucos dias… Será que é mesmo inevitável tal “Tratado de Tordesilhas interno”, dividindo(me) por dois mundos quase estanques ou será que essa possibilidade não passa de uma defesa organizadora e facilitadora de uma mais fácil, mas inexequível, arrumação de experiências e confusões, legitimando esquecimentos e perdas (efectivos e/ou temidos) quiçá inevitáveis, mas muito difíceis de gerir? Acho que cresci mais um pouco quando percebi que não tenho que ser uma espécie de D. João II, e que nunca existirão dois mundos… Existe/existirá sempre um mundo (interior) em que qualquer pessoa poderá migrar sideralmente para outro planeta qualquer, em que essa possibilidade existe, sem que seja necessário um qualquer álibi desculpabilizante e, na prática, protector, e que estas fronteiras quasi-esquizofrénica do “aí” (seja lá onde for) e do “cá” são apenas dois extremos de um só mundo, onde, felizmente, cabe muita gente e em que muita gente quer estar, seja em que localização for… Não deixa de ser, no entanto, paradoxal que esta “constatação geoestratégica” tenha emergido da vivência de experiências positivas (com um grande abraço para o Ricardo, Frazão e Xiquinho…), mas também da ultrapassagem de mágoas e porventura desilusões, mesmo que esperadas e residuais. É que, por paradoxal que pareça, constatar e conseguir lidar com o facto que algumas relações não sobrevivem à ausência do combustível da “rotina confortável” pode ser libertador, e não uma fonte de auto-questionamento e de dúvida estéril, ou seja, não havendo dois mundos, não havendo fronteira imaginária e, consequentemente, uma alfândega virtual, não há portagem, nem contas, mas sim uma espécie de Espaço Schengen para outros planetas, sem que isso seja necessariamente difícil de gerir e que justifique a emergência imediata de um qualquer álibi protector… mesmo que este seja uma desculpa de dois mil e tal quilómetros, tão grande, como tentadora...

terça-feira, janeiro 30, 2007

"Os Cadernos Secretos de Sébastian", de André Benjamin

E como a publicidade nunca é demais, aqui fica a capa do livro do meu amigo André Benjamin…

PS: naturalmente o grande mérito do livro é o facto de o meu nome constar na dedicatória!… um abraço ao autor…

Pedaços de São Miguel (ou da sãomiguelparte...)